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Jaques Wagner, ex-chefe de gabinete de Dilma
O ex-ministro da Casa Civil do governo Dilma Rousseff, Jaques Wagner, afirmou hoje no Cortejo do 2 de Julho que o PT agirá de forma correta “ao dar a demonstração de humildade” e abrir mão da cabeça de chapa das oposições para as eleições de Salvador este ano. “Nós já temos o governo do estado e agora é a hora de fortalecer as oposições, principalmente neste momento contra o golpe. A nossa ideia é que tenha uma unidade. Se ela não acontecer, é uma reunião interna do PT para tomar essa decisão (de lançar candidato próprio). Eu não estou diretamente na condução desse processo, mas é importante que a gente aponte uma unidade no segundo turno da eleição”, afirmou em entrevista ao Política Livre. Sobre a possibilidade de Dilma Rousseff ser reconduzida ao cargo de presidente, Wagner se mostrou confiante. “É possivel. Estamos conversando com os senadores. Porque agora não é impeachment, é uma eleição indireta no Senado. Nós estamos fazendo o possível para ganhar a eleição. O governo Temer não tem legitimidade, o Senado não foi eleito para ser colégio eleitoral e já disse que não houve pedalada. Para mim, o fundamental é a reforma política. Se não tiver uma reforma que acabe com a coligação proporcional e que acabe com a venda do tempo de televisão, difícilmente nós vamos conquistar uma democracia robusta”, concluiu.
(Política Livre)



