SAJ: Família pede ajuda para tratar idosa com câncer: ‘por semana estamos gastando mais de R$ 1 mil com uma pomada’

Familiares informaram que não há material para curativos disponível nos postos de saúde 

Nem todas as pessoas que são diagnosticadas com câncer têm condições financeiras de arcar com todos os gastos. A maioria dos remédios, por exemplo, não é bancada pelos planos de saúde ou pelo SUS.

Medicamentos caros, falta de material adequado para tratamento dos ferimentos causados pela doença e os pacientes precisam bancar as despesas ou contar com a ajuda dos familiares e amigos. Porém, nem todos têm condições e isso pode acabar atrapalhando o tratamento.

É o que ocorre com uma aposentada de 71 anos que reside na Avenida Juracy Magalhães em Santo Antônio de Jesus, que há mais de um ano convive com o câncer de mama e o quadro vem se agrando. De acordo com um familiar, o local atingido pela doença necrosou e pede ajuda para comprar medicamentos e insumos para fazer os curativos.

Em contato com a Andaiá FM, a nora da idosa contou que, são necessários fazer pelo menos 2 curativos diários no local e não há material para o procedimento nos postos de saúde do município.

“Fomos até a secretaria de saúde e nos prometeram que o material estaria disponível no PSF do bairro, mas até então estamos bancando tudo. Ela usa uma pomada que está nos custando mais de R$ 1 mil por semana, fora outros medicamentos que ela precisa”, disse.

Ainda conforme a familiar, a idosa escondeu a doença de todos e por esse motivo o quadro se agravou e está sendo necessário que ela passe por intervenções e procedimentos, como a quimioterapia, urgente.

“Conseguimos um desconto em uma clínica particular e cada sessão está custando cerca de R$800. São dois procedimentos no mês e não temos condição de bancar esses custos. Estamos recebendo apoio da família, de amigos e amigos de amigos, mas precisamos também do apoio dos poderes públicos”, acrescenta.

Ainda conforme informações, a idosa tem uma consulta marcada para o mês de fevereiro, no Hospital Aristides Maltes, na capital baiana, mas devido a situação em que ela se encontra, não há mais tempo e os primeiros procedimentos tem que ser feito em uma clínica particular.