
O presidente do Sindauto Bahia, Wellington Oliveira, afirmou que a redução de burocracias e custos nas autoescolas poderia diminuir em até 50% o valor da Carteira Nacional de Habilitação (CNH), beneficiando tanto os cidadãos quanto o setor de formação de condutores.
Em entrevista, Wellington Oliveira explicou que medidas como a adoção definitiva do ensino teórico online (EAD), já testada durante a pandemia, poderiam diminuir custos significativos para autoescolas e alunos. Atualmente, as escolas são obrigadas a manter salas físicas para aulas teóricas, o que encarece o processo.
“Se você desburocratiza, otimiza a estrutura física e ajusta a carga horária de instrutores, é possível reduzir o custo final em até 50%”, destacou em entrevista ao Blog do Valente. Segundo ele, essa modernização tornaria a CNH mais acessível sem comprometer a qualidade da formação ou a segurança no trânsito.
Wellington Oliveira também ressaltou que a proposta do governo federal de retirar a obrigatoriedade das autoescolas é preocupante, mas que o setor é favorável à discussão de formas de baratear e agilizar o processo, desde que preservadas normas e treinamentos essenciais.
Como exemplo de inclusão, ele citou o programa CNH Social, que já beneficiou mais de 12 mil pessoas na Bahia, oferecendo habilitação subsidiada pelo governo por meio de autoescolas credenciadas.
“Nosso objetivo é reduzir custos sem precarizar a formação de condutores. A desburocratização é o caminho para tornar o processo mais justo, rápido e seguro para todos”, disse em entrevista ao Blog do Valente.
Pesquisas encomendadas pela Casa Civil também indicam que 69% da população apoia a manutenção da formação em autoescolas, ainda que reconheça a necessidade de rever custos e burocracias.
Wellington concluiu afirmando que o sindicato seguirá atuando em nível estadual e nacional para manter o diálogo com o governo. “O caminho é baratear e modernizar, mas sem abrir mão da qualidade e da segurança no trânsito”, reforçou ao Blog do Valente.
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