
A Caixa Econômica Federal projeta alcançar a marca histórica de R$ 1 trilhão em sua carteira de crédito imobiliário ainda este ano. Apesar do avanço, a instituição não vê espaço para redução das taxas de juros no curto prazo.
Segundo a vice-presidente de Habitação, Inês Magalhães, o custo do dinheiro continua elevado, mesmo com a recente queda da taxa básica de juros, a Selic.
A executiva também destacou que as mudanças nas regras do Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo (SBPE) ajudaram a ampliar o acesso ao crédito, permitindo financiamento de até 80% do valor do imóvel e elevação do teto para R$ 2,25 milhões.
O governo federal, sob liderança do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, também liberou mais de R$ 30 bilhões da poupança para financiamento habitacional, medida que busca ampliar o acesso à casa própria, especialmente para a classe média.
Apesar disso, a Caixa avalia que as mudanças terão pouco impacto direto na redução dos juros, devido ao descasamento entre o prazo dos financiamentos imobiliários — que podem chegar a até 18 anos — e o período de uso dos recursos da poupança pelos bancos.
A instituição projeta conceder cerca de R$ 250 bilhões em crédito imobiliário em 2026, sendo R$ 90 bilhões com recursos da poupança.
Mesmo com a expansão, a avaliação interna é de que o cenário econômico ainda impõe cautela. A trajetória da Selic segue incerta, especialmente diante de fatores externos como a instabilidade no Oriente Médio.




