
O ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, anunciou a possibilidade de elevar a mistura de etanol anidro na gasolina de 30% para 32% ainda neste semestre. A medida deve gerar impacto relevante na economia, ao ampliar a demanda pelo biocombustível e reduzir a dependência de gasolina importada.
Segundo Maurício Muruci, cada ponto percentual adicional na mistura representa cerca de 840 milhões de litros a mais de etanol anidro por ano. Com o aumento proposto de dois pontos percentuais, o mercado pode absorver aproximadamente 1,68 bilhão de litros adicionais.
Somando-se à elevação anterior, realizada em 2025, o aumento total na demanda pode chegar a cerca de 4,2 bilhões de litros em um período de 12 meses. O cenário deve levar as usinas a direcionarem mais cana-de-açúcar para a produção de etanol, reduzindo a oferta de açúcar e impactando os preços.
A projeção é que o etanol ganhe maior competitividade, com vantagem estimada entre 30% e 35% em relação ao açúcar. Com isso, o mix de produção voltado ao biocombustível pode alcançar cerca de 54% nesta safra.
Além do impacto econômico, a medida também deve reduzir o consumo de gasolina no país — volume equivalente a mais de um mês de consumo nacional — e trazer benefícios ambientais, ao ampliar o uso de uma fonte de energia renovável.
A expectativa é que a decisão seja confirmada ainda no primeiro semestre de 2026, acompanhando o início da safra de cana-de-açúcar, o que permitiria ajustes estratégicos na produção.




