Condenado, Robinho não se entregará à Justiça italiana e deve usar Brasil como escudo

Condenado, Robinho não se entregará à Justiça italiana e deve usar Brasil como escudo

O Ministério Italiano confirmou que o nome de Robinho será colocado na lista dos procurados pela Interpol.

Na prática, ele não poderá pisar em cerca de 195 países que será imediatamente preso e extraditado para a Itália para cumpria pena de nove anos de cadeia, pela condenação de estupro coletivo.

A ministra de Justiça, Marta Cartabia, pedirá a extradição de Robinho. Mesmo sabendo que ela não acontecerá.

O Brasil não extradita pessoas que nasçam no país, o pedido será de “homologação da pena”, ou seja, que Robinho seja preso e cumpra pena no território nacional. Situação que será muito difícil de se tornar realidade, que os casos são muito raros, de acordo com advogados especialistas em direito internacional.

Amigos do jogador, ligados à diretoria do ex-presidente Orlando Rollo, confidenciam que Robinho está abalado e nem pensa em cumprir a pena de nove anos. Não concorda com a condenação. E seguirá vivendo no Brasil, onde a lei o protege. Mesmo se for para o resto da vida.

Vale lembrar que Rollo o queria no elenco santista, mesmo com Robinho condenado por estupro e com o primeiro recurso recusado pela Justiça italiana. E mais a divulgação dos áudios, nos quais ironizava a vítima do estupro.

A tese do jogador segue a mesma, que houve “sexo consensual” com a mulher de origem albanesa, que a Justiça italiana definiu como vítima de estupro coletivo e que teria sido violada por seis brasileiros, entre eles Robinho.

Ele segue em silêncio, acreditando ser vítima de um “massacre” da mídia.

Seus advogados, depois da derrota no julgamento e nos dois recursos para tentar derrubar a pena de nove anos de cadeia na Itália, também optam por ficar calados.

A estratégia é acreditar que a mídia “esquecerá o caso” com o tempo.

Pode até acontecer, mas a condenação tem consequências graves na vida do jogador que disputou duas Copas do Mundo, defendeu o Santos, Real Madrid, Manchester City, Milan, Atlético Mineiro.