A Justiça absolveu três policiais civis acusados da morte do adolescente João Pedro, há quatro anos, no morro do Salgueiro, em São Gonçalo. A juíza Juliana Bessa Ferraz Krykhtine decidiu que os agentes Maxwell Gomes Pereira, Fernando de Brito Meister e Mauro José Gonçalves agiram em legítima defesa. Além disso, ela negou a hipótese de fraude processual, frustrando as expectativas da família, que esperava que o caso fosse levado a júri popular.

Rafaela Matos, mãe de João Pedro, criticou a decisão judicial e afirmou que a luta por justiça continua. João Pedro, de 14 anos, foi morto com um tiro de fuzil nas costas, dentro da casa de parentes, em 18 de maio de 2020, durante uma operação policial. O corpo do adolescente foi encontrado 17 horas depois no Instituto Médico Legal, aumentando a dor e a revolta da família.
“Essa decisão é absurda. A Justiça mostrando pra sociedade que é normal ter essas operações e entrarem nas casas de pessoas de bem e sair atirando. Então, a Justiça tá mostrando isso pra sociedade, pra minha família, pra minha filha que ficou aqui. E a Justiça nos mata duas vezes. É a Justiça sendo Justiça. Vamos recorrer da decisão. Então, a luta continua, de uma forma inesperada, mas continua” expressou a mãe do adolescente.
Na ocasião, o caso gerou grande comoção e levou o ministro Edson Fachin a suspender operações policiais em comunidades do Rio de Janeiro durante a pandemia de covid-19. Na casa de João pedro foram encontradas 72 marcas de tiros.



