Justiça mantém condenação de pastores pela morte do adolescente Lucas Terra

Tribunal de Justiça da Bahia decidiu, por unanimidade, manter pena de 21 anos de prisão contra religiosos condenados pelo crime ocorrido em 2001.

Imagem: divulgação/reprodução

A Justiça da Bahia decidiu manter a condenação dos pastores Joel Miranda e Fernando Aparecido da Silva pelo assassinato do adolescente Lucas Terra. A decisão foi tomada de forma unânime por três desembargadores do Tribunal de Justiça da Bahia (TJ-BA) durante julgamento realizado nesta quinta-feira (5), em Salvador.

Os dois religiosos haviam sido condenados a 21 anos de prisão em regime fechado pelo crime. No entanto, permaneciam em liberdade enquanto aguardavam a análise de recursos apresentados pela defesa.

Com o novo julgamento, a condenação foi mantida pelo tribunal. Ainda assim, a defesa pode apresentar embargos ou outras medidas jurídicas previstas na legislação. Apesar disso, a lei brasileira permite que a execução da pena seja solicitada após a decisão desta quinta-feira.

A família da vítima informou que pretende formalizar o pedido para que os condenados sejam presos. O caso é considerado um dos mais emblemáticos da Bahia e ganhou repercussão nacional ao longo dos anos.

O crime ocorreu em março de 2001, quando Lucas Terra tinha 14 anos. De acordo com as investigações, o adolescente foi assassinado por pastores ligados à Igreja Universal do Reino de Deus. O garoto foi vítima de violência sexual e morreu após ter o corpo incendiado.

O processo judicial se estendeu por mais de duas décadas. Somente em 2023 o caso chegou ao Tribunal do Júri. Após três dias de julgamento, os pastores foram considerados culpados e condenados a 21 anos de prisão.

Mesmo após a sentença, os condenados continuaram respondendo ao processo em liberdade em razão dos recursos apresentados pela defesa.