Polícia diz que funcionária inventou invasão à escola de SC para tentar aumentar segurança na unidade

Polícia diz que funcionária inventou invasão à escola de SC para tentar aumentar segurança na unidade

PM foi até o local na noite de segunda-feira (17) — Foto: Corpo de Bombeiros/Divulgação

Funcionária de uma escola de Massaranduba, no Norte de Santa Catarina, inventou a história de que teria sido agredida com canivete durante uma tentativa de furto na unidade na noite de segunda-feira (17), diz polícia. De acordo com o G1, em depoimento, ela justificou que forjou o ataque como tentativa de pedir mais segurança nas escolas do município.

Segundo o relatório do 14º Batalhão de Polícia Militar, a mulher de 52 anos afirmou que ela e a filha trabalham na escola e ficaram abaladas e assustadas com o ataque a creche em Saudades, no Oeste Catarinense, no início do mês e que, por isso, teria mentido. Em depoimento, ela confessou que inventou a invasão à escola, a tentativa de furto e que ela mesma fez cortes na perna para dar mais veracidade para a história.

A PM explicou que a funcionária usa medicamentos para ansiedade e passou por acompanhamento psicológico em ocasiões anteriores.

O tenente-coronel Valdeci Oliveira da Silva, afirmou que a PM mantém uma rede de segurança escolar, com rondas específicas e visitas em escolas de toda a região. Além disso, o comandante do 14º Batalhão da PM ressaltou que inventar uma ocorrência é um crime e não é o melhor caminho para conseguir segurança.

“A ação de forjar uma ocorrência para tentar mais segurança nunca vai resultar em algo benéfico. O máximo que vai conseguir é trazer um transtorno para a Polícia Militar e a sociedade”, afirmou.

Procurada, a Secretaria de Estado da Educação (SED), afirmou que acompanha o caso e irá “tomar as providências a partir das informações que forem repassadas” pela polícia.

Um inquérito em andamento vai reunir relatos de testemunhas e apuração de outras provas na Polícia Civil. Durante a madrugada deste terça-feira (18), o delegado Leandro Lopes de Almeida, responsável pelo caso, informou que os agentes trabalharam para “esclarecer e ter certeza de que o fato não ocorreu”.

Suposta invasão

A Polícia Militar foi chamada por volta das 19h40 na Escola de Educação Básica General Rondon, no Centro do município. Segundo o relato, um homem teria entrado no local para furtar uma bicicleta e ferido a funcionária. A mulher foi encontrada com cortes superficiais na perna e no abdômen. Posteriormente, a PM informou que os ferimentos haviam sido causados por um canivete.

Os policiais fizeram buscas no local e, como não encontraram ninguém, entenderam que o suposto criminoso fugiu pelos fundos da unidade. No entanto, as câmeras de segurança não flagraram a invasão. No depoimento, os policiais também notaram incoerências no relato da mulher.