Michelle e Eduardo Bolsonaro são vinculados pela PF a inquérito que apura atos antidemocráticos

A primeira dama, Michelle Bolsonaro, o assessor Tércio Arnaud Tomaz e o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PSL-RJ) são vinculados pela Polícia Federal a contas inautênticas utilizadas para desinformação e ataques a adversário políticos do presidente Jair Bolsonaro, o chamado ‘gabinete do ódio’. As informações são do UOL.

Segundo o ATarde, a PF chegou aos nomes durante investigação do inquérito sobre atos antidemocráticos. Os policiais definiram como “hipótese criminal” que o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) e seus três filhos parlamentares mobilizariam redes sociais para “incitar parcela da população à subversão da ordem política” de meados de 2018 até 2020.

Uma série de contas de redes sociais inautênticas detectadas por auditoria do Facebook tiveram sigilos quebrados. As investigações encontraram 31 pessoas vinculadas a contas usadas para “operações executadas por um governo para atingir seus próprios cidadãos”, informou a rede social.

Uma quebra de sigilos de endereços mostra que Tércio Arnaud já acessou as contas Bolsonaronews e Tercio Arnaud Tomaz através da rede de Michelle Bolsonaro, na casa do presidente, na Barra da Tijuca, no Rio de Janeiro. “Trata-se, ao que tudo indica, do endereço residencial do próprio Presidente Jair Bolsonaro no Rio de Janeiro”, escreveu o analista da Polícia Federal.

Os dados do Facebook também indicam que 1.045 acessos a contas inautênticas foram feitos em órgãos públicos, desses, 408 foram realizados dentro da Presidência da República.

As contas inautênticas foram acessadas de dentro da Câmara dos Vereadores do Rio de Janeiro, mas não foi possível confirmar se o acesso partiu do gabinete do vereador Carlos Bolsonaro (Republicanos). Também houveram acessos na Câmara dos Deputados, através do deputado federal Eduardo Bolsonaro e um assessor.

A PF tentou acessar o conteúdo das mensagens, mas a maior parte estava apagada. A Polícia solicitou que as investigações sejam aprofundadas, o que foi negado pela Procuradoria-Geral da República (PGR). O órgão solicitou ao Supremo Tribunal Federal que o inquérito seja arquivado. A decisão cabe ao ministro Alexandre de Moraes. (Atarde)