
Uma pesquisa recente intitulada “O que pensa o mercado financeiro”, divulgada pela Genial/Quaest, revelou uma mudança significativa na avaliação do ministro da Fazenda, Fernando Haddad, por parte do mercado financeiro. Após a aprovação do novo marco fiscal pela Câmara dos Deputados e pelo Senado, bem como da reforma tributária, já aprovada na Câmara, a percepção positiva do ministro aumentou consideravelmente.
De acordo com o levantamento, a aprovação de Haddad entre os agentes do mercado subiu 39 pontos percentuais em apenas dois meses, passando de 26% em maio para 65% em julho. Para 24% dos entrevistados, a atuação do ministro é considerada regular, enquanto 11% têm uma avaliação negativa do seu trabalho no governo.
No mesmo período, a avaliação positiva do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva também registrou um aumento significativo, saindo de apenas 2% para 20%. Por sua vez, a avaliação negativa diminuiu de 86% em maio para 44% em julho. Para 36% dos entrevistados, o governo Lula é considerado regular.
Essa mudança de percepção do mercado financeiro em relação ao terceiro mandato de Lula se refletiu em todas as variáveis analisadas pela pesquisa. Para 47% dos entrevistados, a política econômica está no caminho certo, um aumento considerável em relação aos 10% que compartilhavam dessa opinião em maio.
Além disso, a expectativa de melhoria da economia brasileira nos próximos 12 meses subiu de 13% para 53%. A capacidade do governo Lula de aprovar a agenda econômica no Congresso Nacional foi considerada alta por 27% dos entrevistados, em comparação com os 10% registrados em maio. Mais da metade dos entrevistados (54%) acredita que os investimentos externos no Brasil irão aumentar.
Os resultados da pesquisa indicam uma crescente confiança do mercado financeiro nas políticas e ações do governo atual, especialmente no que diz respeito à atuação do ministro da Fazenda, Fernando Haddad. Essa melhora na percepção pode impulsionar a confiança dos investidores e contribuir para um cenário econômico mais favorável nos próximos meses.




