Justiça retoma julgamento de acusados pelo rompimento de barragem em Mariana

Foto: Antônio Cruz/Agência Brasil

A Justiça Federal retoma, nesta segunda-feira (13), o julgamento dos acusados pelo rompimento da barragem de Fundão, em Mariana, Minas Gerais.

Os réus começaram a ser interrogados na última segunda-feira (6). A previsão é de que nesta segunda sejam ouvidos os representantes legais da Samarco (pessoa jurídica), a partir das 10h, além de Paulo Roberto Bandeira, representante da Vale na Governança da Samarco, e Samuel Santana Paes Loures, engenheiro da consultoria VogBR, bem como a própria VogBR (pessoa jurídica), a partir das 13h.

As empresas Vasle e BHP Billiton foram ouvidas na última quinta-feira (9), assim como Germano da Silva Lopes, gerente operacional da Samarco à época do desastre, no dia 6, os gerentes operacionais Daviely Rodrigues Silva e Wagner Milagres Alves, no dia 7, o diretor de operações e infraestrutura da Samarco, Kleber Terra, e o diretor-presidente da empresa na ocasião, Ricardo Vescovi de Aragão, no dia 8.

No dia cinco deste mês, a maior tragédia socioambiental já ocorrida no Brasil completou oito anos. A ruptura da barragem despejou mais de 40 milhões de m3 de rejeitos no rio Doce, que percorreram 600 quilômetros até alcançar o mar, afetando, diretamente, 49 municípios mineiros e capixabas, e matando 19 pessoas. Apesar das mortes, nenhum réu é julgado por homicídio.

De acordo com o Tribunal Regional Federal da 6ª Região (TRF), as 21 testemunhas da acusação e da defesa já foram ouvidas. A demora na tramitação do processo já causou a prescrição de dois crimes ambientais: destruição de plantas de logradouros públicos e propriedades privadas alheias e destruição de florestas ou vegetação fixadora de dunas e protetoras de mangues.