Confira quais as profissões que continuarão em alta no pós-pandemia


A pandemia antecipou o futuro e sacudiu o mercado de trabalho. É o que afirma o presidente da regional baiana da Associação Brasileira de Recursos Humanos (ABRH-BA), Wladimir Martins, para quem o período de crise sanitária e isolamento revelou o déficit de profissionais que já existia em algumas áreas como saúde e tecnologia da informação e comunicação (TICs).

Carreiras como as de médico, enfermeiro, farmacêutico, bioquímico, biomédico, desenvolvedor de software, designer, marketing digital estão sendo muito demandadas agora e deverão continuar na crista da onda da empregabilidade nos próximos anos, bem como profissionais da saúde mental e de educação financeira. Wladimir aposta que nada disso acabará no pós-pandemia. Pelo contrário, haverá um reconhecimento da importância da manutenção.
Professora do Insper, a economista Juliana Inhasz, explica que, se o jovem não correr atrás de oportunidades melhores diante do cenário que se apresenta ao país para os próximos anos, provavelmente ele regredirá uns 30 anos em termos de consumo. Ou seja, voltará aos anos 1990 e 1980, quando a massa trabalhadora não tinha a chance de ter um imóvel ou carro próprio, uma época também de lazer mais limitado, com viagens a apenas locais próximos de casa.

Especialmente para os de baixa renda, poderá ser mais difícil ter acesso a bens não essenciais como um tênis de marca e um celular de boa qualidade. Digamos que, para pegar o seu futuro de volta, será preciso ir atrás das habilidades necessárias para os novos mercados.