COVID-19: Resistir para Recuperar – Por Aline Passos

Em 30/01/2020 a Organização Mundial da Saúde declarou o estado de emergência em saúde pública em razão da pandemia ocasionada pelo Corona Vírus. Foram confirmados no mundo 462.684 casos de COVID-19 (49.219 novos em relação ao dia anterior) e 20.834 mortes (2.401 novas em relação ao dia anterior) até 26 de março de 2020.

O Brasil confirmou 2.915 casos e 77 mortes (58 no estado de São Paulo e nove no do Rio de Janeiro) na tarde do dia 26 de março de 2020. O Ministério da Saúde do país declarou que há transmissão comunitária da COVID-19 em todo o território nacional.

Nesse contexto de pandemia, as pessoas com nível de renda mais baixo, expostas à pobreza e miserabilidade, são as mais afetadas, tendo em vista a incapacidade de responder e de se adaptar às exigências sanitárias do momento.

Sendo assim, o COVID-19 exige seriedade tanto para a prevenção do vírus, quanto à sua não propagação.  Embora o Sistema Único de Saúde brasileiro seja um dos maiores sistemas de saúde pública do mundo, ainda temos a grande parcela da população em estado de vulnerabilidade.

Acrescenta-se que o momento tem trazido para o mundo, e especialmente para o brasileiro, a incerteza em relação ao futuro. Para nós brasileiros, especialmente, um distanciamento em relação às instituições e consequentemente uma descrença no atual cenário político.

Mudanças no mundo do trabalho, flexibilização e desregulamentação de direitos, perda do poder de compra, a diminuição da capacidade de inserção social e aumento do desemprego, são as primeiras notícias de todos os dias. Os profissionais liberais, trabalhadores informais e os vendedores ambulantes revelam em seus rostos o desencanto. As comunidades, os lares e os indivíduos estão em estado de choque.

Todos nós sofreremos consequências desta pandemia. Precisaremos resistir a todos os impactos causados pelo COVID-19 e se recuperar. Para isso, observamos como as políticas públicas são fundamentais, as ações de emergência, evacuação de áreas de contingenciamento de pessoas, prestação de auxílio às pessoas mais vulneráveis e sobretudo, uma readaptação cultural, afinal, abraços, beijos e contatos direto nesse momento podem ser motivos de transmissão do COVID-19.

E o que fazer nesse momento de pandemia? Ficar em casa, proteger sua rede de solidariedade mais próxima: a família e as bases comunitárias. Para quem tem acesso à internet, algumas bibliotecas virtuais estão disponibilizando seu acervo para leitura, e muitos cursos online também tem permitido acesso gratuito. Vamos resistir para diminuir as perdas!

Aline Passos
Mestra em Desenvolvimento Regional e Meio Ambiente, especialista, professora universitária e advogada.