De alma lavada! O que será que Deus quer nos ensinar neste momento tão delicado? – Por Gilnês Sampaio

Devido à pandemia do COVID19, fala-se muito em assepsia corporal e ambiental, esquecendo-se da assepsia espiritual.
Será que não devíamos nos preocupar, também, com a contaminação espiritual?
Afinal, a morte física é a única certeza que nós temos, mas a alma tem promessa de vida eterna. A grande questão é se estamos fazendo a assepsia espiritual, psíquica, anímica, pessoal.
O COVID19 virou assunto mundial. A humanidade está de olho num vírus, esquecendo-se da auto-assepsia.
Temos dificuldade de ouvir a nós mesmos, de nos autoeducar. Muitos falam de Deus, mas pouquíssimos ouvem a Deus.
O que será que Deus quer nos ensinar neste momento tão delicado?
No momento atual, o fato é que todos os seres humanos, indistintamente, independente de raca ou posição social, têm um problema em comum – COVID19 – mas também todos têm um PAI em comum, o DEUS CRIADOR, que muito tem a nos ensinar, que muito quer a nossa evolução espiritual, que cuida de cada filho de forma única e ininterrupta, não importa a sua crença.
O isolamento obrigatório me fez fazer uma FAXINA NA ALMA.
Que leveza estou sentindo, apesar de descobrir os muitos “vírus” que contaminam os meus sentimentos, os meus pensamentos, as minhas palavras e as minhas ações.
Obrigado meu Deus por um momento tão especial. Obrigado meu Deus por me aproximar de mim mesma, dos meus familiares. Obrigado meu Deus por me mostrar o quanto eu estava precisando de uma auto-assepsia.
Hoje eu me dei conta do quanto eu estava contaminada com o “vírus” do desamor, da descrença, da desatenção e incompreensão para com os meus ente queridos (familiares, amigos, colegas, vizinhos, irmãos de alma…).
Hoje eu me dei conta de que, todas as vezes que eu me neguei, em nome do trabalho, a ouvir a dor do outro, eu estava contaminada e contaminando o outro.
Hoje eu me dei conta de que todas as vezes que eu me ocupei, desnecessariamente, com a comunicação virtual, quando eu poderia ter abraçado mais, escutado mais, tocado mais, eu estava contaminada e contaminando o outro.
Hoje eu me dei conta que gentileza não custa dinheiro, que amor não se compra, que paz é a gente que faz, que simpatia e empatia são ingredientes da boa convivência.
Hoje eu me dei conta de que não basta amar a Deus, que é preciso SER AMADO POR DEUS.
Hoje eu me dei conta de que para ser amado por DEUS, eu preciso primeiro amar o meu próximo, o próximo mais próximo (familiares), mas também o próximo mais distante, inclusive os meus inimigos e adversários.
Hoje eu me dei conta de que se assim eu fizer, a minha alma estará IMUNE à qualquer “vírus”, e, consequentemente, o meu corpo estará bem mais fortalecido para vencer a doença.
GRATIDÃO A DEUS POR ESSE MOMENTO SINGULAR.


 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Gilnês Silva Sampaio

Psicanalista Clínica