
O presidenciável Jair Bolsonaro (PSC-RJ) disse no início da noite desta quarta, 24, que a condenação do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) marca “um dia histórico”, mas afirmou que servirá também para (a esquerda) “continuar se vitimizando como fez no período militar”. Para Bolsonaro, a condenação de Lula em segunda instância é “outra chance de nos afastarmos de vez do comunismo”.
Bolsonaro postou foto em que aparece na frente da TV comemorando a condenação quando o placar ainda estava 2 a 0 contra o recurso apresentado pela defesa do petista. Na legenda, o parlamentar classificou a condenação naquele momento por maioria como um “tiro de .50 na corrupção”, em referência ao tipo de munição, uma metralhadora de alto alcance.
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Perda de credibilidade
Com exceção do candidato pró-ditadura, os presidenciáveis hesitam em defender uma eleição sem Lula. Provável candidato pelo PSDB, o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin,diz que “a lei é para todos, decisão judicial se respeita e adversário não se escolhe”.
O tucano não pretende, ao menos por enquanto, alterar o planejamento traçado até aqui, de se posicionar como o nome da conciliação nacional, da austeridade fiscal e, mais recentemente, como representante do “povo”.
Pré-candidato pelo PPS, Cristovam Buarque (DF) afirmou que a confirmação da sentença contra o ex-presidente Lula vai gerar “indecisão” no processo eleitoral. “A primeira consequência (para as eleições) é a indecisão”.
Para Buarque, “gera uma perda de credibilidade no processo eleitoral se o candidato que tem mais prestígio neste momento nas pesquisas, e até pela sua história, sai por razões jurídicas, mesmo que em um julgamento justo”.
Colega de Senado e presidenciável pelo Podemos, Álvaro Dias (PR) classificou o julgamento como emblemático para a Justiça brasileira: “Ninguém está acima da lei, mesmo um ex-presidente da República”.
Em nota, o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia, do Democratas, que está como presidente da República, pois Temer viajou para participar do Fórum Econômico de Davos, na Suíça, defendeu que o melhor foro de enfrentamento de teses diferentes é a campanha eleitoral.
Para Maia, a decisão judicial tem que ser respeitada e o resultado “deixa claro que o Brasil é uma democracia madura onde as instituições funcionam”.
*ATarde




