
Segundo a coluna da jornalista Andréia Sadi, no portal G1, a Polícia Federal intimou novamente o ex-coronel João Batista Lima, da Polícia Militar de Sâo Paulo, a depor no inquérito que apura suposto favorecimento de empresas no setor de portos com um decreto assinado pelo presidente Michel Temer em 2017. O Ministério Público suspeita que executivos da Rodrimar pagaram propina para que a empresa, que atua no ramo portuário, fosse beneficiada com a edição do decreto. Temer e a companhia negam.
A PF tenta ouvir Lima desde 2017, mas o ex-coronel da PM alega motivos de saúde para não comparecer ao interrogatório. Como o blog publicou em janeiro, Lima foi intimado no final do ano passado, mas informou à PF que não compareceria porque o estado de saúde dele estava “bastante delicado”.
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Contudo, na última terça-feira (30), o delegado Cleyber Malta Lopes, responsável pelo inquérito que investiga Temer e aliados, pediu que Lima seja intimado novamente, “tendo em vista a importância do depoimento do investigado para esclarecimentos dos fatos apurados na presente investigação”.
Em relatório anexado ao inquérito, ao qual a publicação teve acesso, a PF analisa mensagens telefônicas trocadas entre Lima e uma pessoa não identificada pelos investigadores chamada Maria Helena. Na mensagem, no dia 30 de abril de 2017, o coronel Lima diz: “amiga, nessas condições ainda tenho esperança de receber as ʹgorjetasʹ que você não me deu”.
Segundo a PF, “a conversa chama atenção pelo fato de o coronel aparentemente fazer uma cobrança, utilizando o termo gorjeta”. Os investigadores querem que Lima esclareça em interrogatório do que se trata a conversa. A conversa aconteceu no mesmo período em que Rodrigo Rocha Loures foi flagrado recebendo uma mala de dinheiro da JBS em uma pizzaria. O encontro do ex-assessor de Temer com a JBS foi em 28 de abril, dois dias antes da conversa citada acima.
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