
O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta, admitiu ter viajado para Portugal em um jato do banqueiro Daniel Vorcaro e ter tido despesas de hospedagem pagas pelo empresário durante estadia em Lisboa, em janeiro de 2024. A confirmação foi feita pelo parlamentar a interlocutores após a divulgação de documentos da Polícia Federal (PF) relacionados à Operação Compliance Zero.
Os relatórios vieram a público depois que o Supremo Tribunal Federal (STF) derrubou o sigilo de parte das investigações que apuram possíveis irregularidades financeiras envolvendo o Banco Master, instituição ligada a Vorcaro.
Segundo relatos atribuídos a Hugo Motta, o banqueiro teria custeado apenas duas diárias em um hotel de luxo na capital portuguesa. No entanto, a versão apresentada pelo presidente da Câmara diverge das informações reunidas pela Polícia Federal.
De acordo com os investigadores, Daniel Vorcaro teria pago cinco diárias de hospedagem para o parlamentar, enquanto registros da conta do hotel apontariam despesas referentes a sete dias de estadia.
O relatório da PF também menciona mensagens nas quais o banqueiro solicita a reserva de dois quartos em Lisboa para “Ciro e Hugo”, em referência ao senador Ciro Nogueira (PP-PI) e ao próprio Hugo Motta. Conforme a investigação, o senador teria convidado o deputado para a viagem.
A viagem é citada nos documentos da Operação Compliance Zero, que apura supostas fraudes financeiras ligadas ao Banco Master. Até o momento, a investigação segue em andamento e não há decisão judicial sobre eventuais responsabilidades dos envolvidos.




