
Documentos da Polícia Federal (PF) anexados à investigação sobre o Banco Master apontam que empresas ligadas ao senador Ciro Nogueira receberam ao menos R$ 6 milhões em repasses atribuídos ao banqueiro Daniel Vorcaro entre os anos de 2024 e 2025. As informações fazem parte do material analisado no âmbito do processo que tramita no Supremo Tribunal Federal (STF).
De acordo com a PF, mensagens e documentos reunidos durante a investigação indicam que os pagamentos eram realizados de forma recorrente. Em um dos trechos do relatório, os investigadores afirmam que os diálogos analisados demonstram conhecimento e autorização de Vorcaro para a manutenção dos repasses, que somariam, no mínimo, R$ 6 milhões no período identificado.
A informação também foi citada pelo procurador-geral da República, Paulo Gonet, em manifestação apresentada durante o andamento do processo. Segundo o documento, os recursos teriam sido destinados a uma empresa vinculada ao senador.
As apurações ainda apontam que empresas pertencentes ao núcleo familiar de Ciro Nogueira, entre elas a CN Motos e a CNFL, teriam sido utilizadas para ocultar e movimentar recursos. Conforme a PF, parte das operações envolvia depósitos fracionados em dinheiro vivo, circunstância que está sendo investigada sob suspeita de lavagem de dinheiro.
O relatório menciona ainda que o senador teria recebido supostas vantagens indevidas em razão da relação com Daniel Vorcaro. Entre os fatos citados está a aquisição de participação na Green Investimentos S.A. por uma empresa ligada ao parlamentar. Segundo os investigadores, a operação foi realizada por R$ 1 milhão, embora a participação adquirida tivesse valor estimado em cerca de R$ 12,9 milhões.
A investigação segue em andamento no STF e apura possíveis irregularidades financeiras envolvendo o Banco Master, Daniel Vorcaro e pessoas ligadas ao grupo econômico. Até o momento, não há decisão judicial definitiva sobre as acusações.




