SAJ: Hospital Maternidade Luiz Argolo emite nota sobre casos de maus tratos que paciente relata em vídeo; confira

Moradora de Santo Antônio de Jesus, internada no Hospital Maternidade Luiz Argolo relata maus tratos e falta de atendimento pela unidade. Em vídeo que circula nas redes sociais, a paciente Cristiane Nery Alves diz que está sendo privada de atendimento e cuidados paliativos, uma vez que a cirurgia cesariana está com secreções.

“Eu fui reclamar e ninguém dá atenção aqui. Não me dão mais nada aqui, não me dão remédio, não vem olhar minha cirurgia, nem a minha e nem a de ninguém, só que a minha está expelindo água com sangue. Eu não posso sair daqui porque o meu bebê está internado e me disseram que eu não posso fazer o curativo aqui porque eu não sou interna,” disse Cristiane.  

Segundo ela, o fornecimento de fralda lhe foi privado e ao sair da unidade para comprar, um funcionário do hospital foi ao seu encontro na farmácia, para reclamar. Cristiane relatou que o seu recém-nascido precisou ficar internado e ela teve alta, após essa liberação lhe foi cessado os atendimentos e fornecimento de fraldas e curativos.

“Um funcionário deles foi na Drogasil, aqui na frente, me dizer meio mundo de desaforos, não esperou eu voltar para dizer, eu estava precisando de uma fralda e fui comprar, porque não me forneceram. Eu passei mal, quase perco meu parto,” relatou a paciente.

Nesta sexta-feira (16), a Maternidade Luis Argolo emitiu uma nota e diz que ela “neste momento é acompanhante de seu recém-nascido”. Leia na íntegra:

RELATÓRIO: Referente a Paciente Cristiane Nery Alves

Encontra-se de alta nesta unidade desde a data 12/12/2022, acompanhando o seu recém-nascido, desde então internado na unidade de cuidados intermediários convencional (UCINCo). A mesma vem apresentando saída de secreção serosanguinloenta em iserção cirúrgica, sendo encaminhada para atendimento médico no dia 13/12/2022 e dia 14/12/2022, para que o mesmo procedesse os cuidados necessários, seguindo o fluxo estabelecido pela instituição. Ressaltamos que este fluxo é necessário porque a paciente neste momento é acompanhante de seu recém-nascido.

A mesma desde então vem recebendo os cuidados necessários, sendo acompanhada por equipe multidisciplinar e realizando curativos cirúrgicos.

Ao tentar sair da unidade, em 14/12/2022 às 19:30 horas, foi abordada pelo profissional da recepção, que estranhou o fato da mesma encontrar-se com pulseira de identificação, e, sendo um horário tardio, onde informou que não era mais paciente e sim acompanhante, então foi informada que, ainda que não sendo paciente o fato de estar aqui acompanhando seu RN, a responsabilidade era da unidade, oferendo-se inclusive para realizar a compra.

Salientamos que em momento algum foi negado assistência a mesma como ela relata em vídeo. Recebeu os atendimentos médicos e curativos necessários, hoje especificamente foi orientada pela enfermeira a necessidade de ser reavaliada pelo médico e a mesma se recusou ao atendimento.

Outrossim, salientamos que a unidade é pautada pelo processo de humanização, não sendo, portanto, verídico as informações proferidas pela paciente.

Atenciosamente,

JUSSARA ARGOLO

DIRETORA MÉDICA

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