Homem acusado de matar e esquartejar a esposa em Amargosa: ” Eu só queria a felicidade dela”

O apresentador Antônio Carlos conversou com Otaviano Souza Sampaio, de 60 anos, que é acusado de matar e esquartejar sua companheira Daniele Souza, de 28 anos na cidade de Amargosa.

Segundo o repórter, o entrevistado se mostrou o tempo todo uma pessoa tranquila. Confira o resumo da entrevista.

A.C – O que levou o senhor a praticar o crime?

Otaviano – Ela convivia comigo a nove anos e no dia de sábado declarou que íamos nos separar porque ela estava se envolvendo com vários homens.  Ia dar um cheque para ela de seis mil reais e minha esposa ia dar 19 mil pra ela comprar uma casinha.  Adotei uma criança com ela.  Daniele batia na cabeça da criança e dizia ” esse aqui é o meu futuro”.

A.C – Você desconfiava que ela estava te traindo?

Otaviano – Não desconfiava não. Ela estava tendo um caso com um primo dela de Jequié para quem ela desviava todo o dinheiro da loja. Você quer saber como tudo aconteceu?

A.C- Sim.

Otaviano – Estava com ela em casa. Depois do banho ligou para alguém e disse: é hoje.  Veio para cima de mim com uma faca na mão achando que eu estava dormindo na cama mas eu segurei a faca. Rolamos pelo chão e na briga nós caímos, a faca atingiu o pescoço dela e ela faleceu.

A.C- E o motivo do senhor ter esquartejado ela, foi porquê?

Otaviano – Eu não esquartejei ela .  Eu esperei ela voltar a si mas não voltou. Fiquei chorando. Liguei para um cara que trabalha comigo e pensei em me entregar. Ele foi lá e me convenceu a não me entregar, disse que faria o serviço.

A.C – O corpo dela foi encontrado em pedaços. Quem esquartejou ela?

Otaviano – Quem fez isso foi um motoqueiro chamado Cláudio que trabalha comigo.  A única coisa que eu queria dela era a felicidade dela. Se ela aparecesse de novo eu faria novamente o bem a ela.

A.C – Então o senhor não tem nada a ver com a morte da sua esposa?

Otaviano – Eu tenho 137 sobrinhos, tudo gente boa. Nunca usaram uma faca ou revólver. Não quero que delegada ou juíza me proteja, eu quero a verdade.