Apesar de o presidente do TRE, Walter de Almeida Guilherme, ter dito que o deputado eleito Tiririca leu e escreveu diante do juiz, o promotor da 1ª Zona Eleitoral, Maurício Antônio Ribeiro Lopes, não está satisfeito com o desempenho do humorista. De 10 vocábulos [do ditado] que escreveu, ele errou nove, diz.
A frase ditada para Tiririca foi A promulgação do Código Eleitoral, em fevereiro de 1932, trazendo como grandes novidades a criação da Justiça Eleitoral. Ribeiro Lopes não informou quais teriam sido as nove palavras que o humorista errou. No teste de leitura, Tiririca leu o título e o subtítulo de uma notícia de jornal.
O promotor disse ainda que não vai desistir do processo por falsificação de documento contra o deputado eleito. Ele sustenta que a declaração de alfabetização, que deveria ser feita de próprio punho pelo humorista para registro de sua candidatura, foi forjada para a Justiça. Ribeiro Lopes se baseia na diferença entre as grafias apresentadas no ditado de Tiririca e na declaração.
A audiência de hoje, que durou mais de 12 horas, terminou sem uma sentença do juiz. Além do teste com Tiririca, foram ouvidas três testemunhas.
Nossa opinião:
Este promotor poderia estar concentrado em figuras que foram eleitas, inclusive puxados por Tiririca, tem mensaleiro voltado ao congresso com a ficha mais suja do que pau de galinheiro. Declaração falsa que deveria preocupar o promotor eram as declarações de bem de muitos deputados que negaram informações visíveis, absurdas. E essa palavras que Tiririca errou, será que não daquelas que os jornalistas escrevem errados também todos os dias? Tiririca é inofensivo, até que se prove o contrário, é vítima do sistema. Tem bandido de alta periculosidade no congresso, que merecia a atenção do Ministério Público. Mas Tiririca é famoso, causa polêmica e se esse promotor não estivesse mexendo com Tiririca o nome dele não estaria na notícia acima.



