Prefeito Everaldo Caldas dá sua versão sobre o que passou na Operação Carcará

 O prefeito de Elísio Medrado Everaldo Caldas concedeu uma entrevista ao vivo na manhã do dia 15 de novembro na Rádio Clube de Santo Antonio de Jesus.

Visivelmente indignado e emocionado, o prefeito agradeceu a gratidão ao povo da cidade pela receptividade no sábado à noite, no momento difícil que passou estes dias com sua prisão entre os acusados na Operação Carcará da Polícia Federal.

Segundo Everaldo, no ano passado a prefeitura fez licitação na cidade para a compra de merenda escolar e a empresa acusada pela polícia federal, a Atual  ganhou com os melhores preços por isso começou a fornecer produtos para as escolas.

O prefeito afirma que todo processo documental foi feito de maneira legal e a merenda escolar chegava regularmente em dias. A empresa não fornece mais material para a prefeitura desde o mês de julho quando houve o rompimento com a empresa pela queixa de algumas unidades escolares devido a queda da qualidade da merenda.

Everaldo afirma que foi envolvido no processo apesar de não ser o responsável direto pela distribuição da merenda e nem pelos contatos com a empresa enquanto prestava serviços para a prefeitura por causa de três telefonemas entre a secretaria e o gerente da empresa acusada e em alguns desses houve o pronunciamento do nome do prefeito.

“Eu não agüento mais essa perseguição nem esse sofrimento”, afirmou o prefeito que alega a exposição gratuita a perseguição política. Um questionamento foi levantado pelo prefeito acusado em relação ao sigilo do processo já que os acusados ainda em investigação não foram convidados a serem ouvidos pela polícia e já foram presos e expostos em cadeia nacional.

“A notícia chegou aos meios de comunicação de fórmula 1, mas a nossa defesa veio de fusca”, disse indignado aos microfones da rádio.  

Quanto a forma como os agentes da polícia federal chegaram a sua casa e agrediram a sua família com palavras de baixo calão ele afirmou  que vai tomar atitudes jurídicas.  De acordo com as familiares do prefeito, 12 agentes da polícia federal mesmo sabendo que ele estava em Brasília chutaram a porta e invadiram a sua casa deixando os seus familiares sobressaltados.

Em algumas cidades, como Castro Alves, a empresa não fechou contrato porque havia sido solicitado uma adição no valor cobrado  na licitação, mas  Everaldo afirma que Elísio  Medrado não houve isso.

Everaldo ainda disse não entender as contas da grande mídia e do processo de investigações onde foi anunciado um desvio de mais de 65 milhões de reais já que, as cidades pagam em média 9 mil reais de merenda. Com 10 cidades a conta ia para quase 2 milhões por ano e não 65 como anunciado na grande mídia.