Pelo menos 22% das farmácias em funcionamento na Bahia são clandestinas. Diante deste dado, profissionais de saúde alertam: com a mercantilização cada vez mais intensa do setor, consumidores precisam redobrar os cuidados e a atenção, mesmo nos estabelecimentos regulares. O levantamento do Conselho Regional de Farmácia da Bahia (CRF-BA) apontou que são 4.184 estabelecimentos devidamente registrados pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) contra 1.185 funcionandonaclandestinidade. A regularização envolve registro no conselho, autorizaçãodavigilância sanitária para funcionamento, além de contratação de um farmacêutico responsável pelo estabelecimento. O descumprimento das exigências leva à média de 12 processos éticos julgados no CRF-BA por mês. A maioria dos processos diz respeito à ausência de profissionais farmacêuticos nas lojas, que devem estar presentes durante todo o horário comercial. (A Tarde)
NOSSA OPINIÃO
Uma fiscalização rigorosa deveria ocorrem em Santo Antônio de Jesus, e demais municípios do Recôncaco, onde observamos que 80% ou mais das farmácias não se vê um farmacêutico, como exige a lei. Os consumidores, por sua vez, devem ficar atentos e cobrar a presença deste profissional, que é o responsável pelo estabelecimento, lendo e avaliando receitas, e, se o caso pedir, indicando um medicamento adequado para a necessidade do cliente.



