Nas eleições do ano passado para o Senado, a nova ministra-chefe da Casa Civil, Gleisi Hoffmann (PT), conseguiu o maior volume de arrecadações, segundo informações do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Foram pouco mais de R$ 7,9 milhões, enquanto o segundo colocado, o senador Roberto Requião (PMDB), obteve cerca de R$ 3 milhões. Além do diretório nacional do PT, que repassou R$ 1,9 milhão à campanha, o principal doador foi a empreiteira Camargo Corrêa, com R$ 1 milhão. A ministra gastou R$ 8 milhões na eleição.
O problema não está só no gasto. O negócio é quem fez a doação. Camargo Corrêa, OAS, CR Almeida. Estas empresas prestam serviço ao governo. Sempre foi assim. Todo candidato do governo sempre arrecada mais que os adversários. Alguns arrecadam mais e declaram menos. Se for atrás disso aÃ, Dilma não vai achar ninguém da confiança dela. Se a imprensa quando descobriu isso aqui usasse seu poder de investigação na época de Fernando Henrique, que ministros arrecadavam bem mais porque as empresas têm interesse em doar mais para quem está na frente das pesquisas ou para quem está no governo. Isso acontece na eleição municipal e na estadual. Quem arrecadou mais agora foi Wagner e em outra época, Paulo Souto. A oposição usar um discurso desses é hipocrisia, porque que sabe que quem está no governo arrecada mais. Tem que acabar com o financiamento privado de campanha. Por isso muita gente defende o financiamento público porque vai saber como o dinheiro vai sair, quanto cada partido ganhou e vai ser mais fácil fiscalizar e tentar evitar o caixa 2.
Léo Valente
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