O governo federal demitiu em fevereiro a funcionária Adeildda Ferreira dos Santos, pivô do escândalo da violação do sigilo fiscal do vice-presidente executivo do PSDB, Eduardo Jorge, e de outros tucanos ligados a José Serra.
Adeildda, servidora cedida à Receita pelo Serviço Federal de Processamento de Dados (Serpro), admitiu que aceitava encomendas de dados de contribuintes em troca de pagamento e foi indiciada. Nas eleições de 2010, as investigações revelaram que dados secretos das vÃtimas foram acessados em seu terminal, na agência da Receita Federal em Mauá (SP).
O advogado de Adeildda, Marcelo Panzardi, estuda entrar com ação trabalhista por danos morais e tentar o retorno da cliente ao emprego. Segundo ele, o inquérito da PolÃcia Federal e o processo administrativo disciplinar da Receita não foram concluÃdos. Portanto, Adeildda não poderia ser considerada culpada e punida:
â A rigor, não há nada de ilegal na demissão por justa causa. Mas houve uma presunção de culpa, quando na verdade as investigações praticamente pararam após as eleições. (O Globo)



