O Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul condenou a Unilever a indenizar uma consumidora que encontrou um preservativo na lata de extrato de tomate. O valor da indenização, por danos morais, será de R$ 10 mil.
A autora da ação narrou que depois do almoço foi retirar da lata o que havia sobrado do extrato de tomate da marca Elefante. Percebeu um pouco de mofo na lata e mexeu mais um pouco no conteúdo, quando encontrou um preservativo masculino enrolado no meio do molho. Ela afirmou ter usado um pouco do extrato para o preparo de almôndegas e que após a localização do objeto, ela e a famÃlia se sentiram nauseados, inclusive com vômitos.
Indignada com o ocorrido, ela procurou o fabricante. Através de ligação telefônica, a empresa disse que iria substituir a lata por outra e que a consumidora procurasse os seus direitos. A autora levou o produto até a sede da Univates, em Lajeado, para análise. Com o laudo em mãos, a consumidora entrou com uma ação na Justiça.
A empresa alegou que todo o processo de produção e embalagem do produto referido é automatizado, não havendo contato humano.
Em nota ao site G1, a Unilever afirmou que seus produtos estão totalmente de acordo com as normas sanitárias vigentes e seguem rigorosos processos de qualidade no processo de fabricação. A empresa diz também que a marca Elefante não faz mais parte de seus produtos e que o caso ainda está em análise pelos órgãos competentes. (O Globo)



