Ailton do PT põe em suspeita Ministério Público da comarca de Santo Antônio de Jesus

Mesmo não estando presente ao encontro convocado pelo presidente da Câmara de Vereadores de Santo Antônio de Jesus, Délcio Mascarenhas, para debater a implantação do serviço de ônibus coletivo urbano para a população do município, na última quinta-feira, dia 28, o vereador Ailton dos Santos, do PT, criticou o Ministério Público da comarca da cidade na sessão da Câmara de Vereadores realizada na manhã desta segunda-feira (01).

 O vereador, que é o líder da oposição na Câmara, fez duras críticas ao MP a quem alegou não ter se manifestado sobre as denúncias feitas por ele contra o processo licitatório aberto pela prefeitura para escolha da empresa responsável pela cessão do transporte público, que escolheu a paulista Cooper Micro Luxo como vencedora. Durante o encontro, que aconteceu no auditório da Associação Comercial (Acesaj), nem Ailton e nem Uberdan, além de Marcos Có, que justificou a ausência, compareceram. Na oportunidade estavam reunidos, além do promotor de Justiça Julimar Barreto Ferreira, representantes da prefeitura, Polícia Militar, Polícia Rodoviária Federal, sete vereadores e diretores da Cooper Micro Luxo.

 O vereador Ailton do PT alegou que o MP não deveria participar da reunião, haja vista ser o responsável por investigar a denúncia feita por ele sobre a licitação do transporte público. Para o vereador, o MP não se manifestou sobre a ação penal. “Eu não iria lá para legitimar uma questão que denunciei no Ministério Público. Não achei coerente, como também Uberdan, de participar de uma reunião sobre uma questão que está sub judice. Tem um processo de investigação no Ministério Público. Qualquer membro representando o MP na reunião para discutir o tema que está sub júdice, entendo que não era oportuno. Por isso achei um equívoco a presença do MP e não entendi a presença de um representante do MP lá”, justificou.

 Na opinião do presidente da Câmara, Délcio Mascarenhas, esta seria a oportunidade do vereador Ailton e os demais vereadores questionarem as autoridades sobre o processo licitatório do transporte coletivo urbano. “Perdeu a oportunidade de esclarecer as dúvidas porque, apesar de convidado, não foi ao encontro. Durante a sessão da Câmara ainda criticou o Ministério Público colocando o Judiciário sob suspeita. A Câmara promoveu a reunião para esclarecer esta questão e todos os vereadores foram convidados com antecedência. Nenhum vereador fez questionamentos, mesmo com o espaço aberto. E o Ministério Público não estava na reunião de forma equivocada, mas fiscalizando”, salientou Mascarenhas.

Cristina Santos Pita

 

 

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