Benedito Massei: “O trabalhador não pode ser penalizado pela ganância da empresa”

O vice-presidente da Cooper Micro Luxo, Benedito Massei, comentou no Andaiá Debate desta sexta-feira (28), que tem recebido denúncias de trabalhadores, que estão sendo coagidos pelas empresas em que trabalham a abrirem mão do vale-transporte. Ele comentou que, nos casos em que o empregado tem um veículo, não há obrigação de pedir o vale-transporte, pois deverá declarar à empresa que não necessita de vale-transporte, como uma opção própria do empregado.  Mas o trabalhador não pode ser impelido a abrir mão de um direito seu, com a condição de ser demitido caso venha a exigi-lo. Outro fato ressaltado pelo vice-presidente é a taxa de até 6% que é descontada do salário dos empregados, que pode ser lançada no Imposto de Renda pelas empresas que tem a forma tributária pelo lucro real. Segundo ele, existem caminhos que possam amenizar o custo que as empresas tem com a questão do vale-transporte; “o que não pode é o trabalhador ser penalizado pela ganância da empresa” concluiu Benedito Massei acerca destas denúncias que vem ocorrendo na cidade.Segundo o advogado Rodrigo Mota, o empregado que se sentir obrigado a abrir mão do seu direito deve procurar o sindicato da sua classe e inclusive denunciar a empresa ao Ministério Público, para que esta seja autuada pela prática ilícita. Anatália Mercês, presidente do Sindicato dos Comerciários, afirmou que existem realmente denúncias de empresas coagindo seus funcionários a negarem o direito ao vale-transporte, inclusive o sindicato já se reuniu com o Sindicato Patronal para observar estes casos, a fim de fazer um acordo coletivo em relação ao vale-transporte. Segundo ela, na cidade há uma cultura de responsabilizar o empregado pela despesa de transporte e é necessário quebrar este paradigma, já que agora a cidade tem transporte coletivo e o sindicato está enumerando as empresas denunciadas de coagir os empregados para entrar com uma ação judicial contra elas.