Chuvas causam prejuízos e comerciantes exigem solução de problemas estruturais no centro de Santo Antônio de Jesus

Na madrugada desta segunda feira, 12 de dezembro, a cidade de Santo Antônio de Jesus foi acometida mais uma vez por fortes chuvas que deixaram o rastro de destruição, prejuízo e muita sujeira em toda a cidade. Diversos populares tiveram suas casas invadidas pela água que não perdoou nenhum bairro e nem as casas comerciais.Em vários estabelecimentos no centro da cidade, a água passou com muita força destruindo tudo que viu pela frente. Os principais prejudicados foram os comerciantes da antiga Travessa 15 de novembro e da Rua AntônioVeiga Argolo onde o problema se repete há vários anos segundo os empresários locais.“É muito difícil contabilizar o prejuízo porque não é só de hoje nem de agora, é de décadas que a gente vem convivendo com esse prejuízo”, afirmou Ruben Barbosa, proprietário do Armarinho Crie e Borde. Ruben lembra que é morador da rua desde a sua infância e as empresas da localidade sempre sofrem como grandes prejuízos, contudo, nenhum se compara com o que aconteceu hoje de madrugada.“A gente não pode culpar a prefeitura porque choveu, mas pode cobrar uma ação em cima da situação que estamos vivendo porque a infraestrutura que escorre a água é da Prefeitura Municipal e, a gente espera que alguma providência seja tomada desta vez”, desabafou Ruben.Os comerciantes atingidos lembram que todas as inúmeras taxas são pagas regularmente no órgão municipal como ISS, Alvará, TFF, entre outras e, por isso, é “inaceitável” a repetição dos estragos causados pela água da chuva.A empresária Rosângela Coelho de Jesus, da Copiadora Ideia Ativa, ressalta que não foi a primeira vez que teve prejuízos com as chuvas em sua empresa ao longo dos sete anos de funcionamento. “No ano passado entrou água até na câmara de vereadores e até agora nenhuma providência foi tomada”, lembra Rosângela. Assim como os outros comerciantes da rua, não houve expediente durante toda a manhã, e boa parte do material já produzido foi perdido pela inundação. O prejuízo de Rosângela só não foi ainda maior, porque a máquina mais cara da sua empresa foi retirada no final de semana para realização de um trabalho extra. Segundo Rosângela, a máquina ficava justamente onde os maiores prejuízos foram levantados.Miriam Almeida, proprietária da Sybelle Móveis afirmou que a situação desta manhã foi o estopim para o pedido de resoluções urgente por parte do poder público: “Chega da gente chegar 8 horas da manhã, abrir a loja; ela está repleta de água; nós limparmos; ter o prejuízo; ficar quietinho e prosseguir como se nada tivesse acontecido”, afirma a empresária que não consegue contabilizar os prejuízos obtidos ao longo dos últimos anos.Os comerciantes locais estão se organizando através de um abaixo assinado e juntamente com as Entidades Empresariais agendarão uma reunião com a Prefeitura Municipal e a Secretaria de Infraestrutura pedindo resolução do antigo problema. Ainda hoje à noite, o problema será discutido na reunião de diretoria das Entidades Empresariais a fim de se definir diretrizes para a sua resolução frente aos órgãos competentes antes do forte período de chuvas que sempre assola a cidade no mês de março.

Aloma BritoAssessoria de ComunicaçãoACESAJ/CDL/SINCOMSAJ