Uma boa idéia para Euvaldo cumprir sua promessa do Bolsa Família Municipal

Um dos pontos negativos da gestão Euvaldo Rosa a ser muito explorado pelos seus opositores este ano é o não cumprimento da promessa do Bolsa Família Municipal. Euvaldo teria confidênciado a amigos que se arrependeu ter incluido essa idéia no plano de governo. Em entrevista disse que não ha mais necessidade da implantação do programa já que houve uma expansão muito grande deste programa por parte do Governo Federal. Segue abaixo uma idéia não muito cara, viável e muito inteligente para o município. O modelo vem do Rio de Janeiro e mais interessante até do que o programa do Governo Federal:

A Prefeitura do Rio de Janeiro está desenvolvendo um trabalho de complementação do Bolsa Família, sob a coordenação do economista Marcelo Neri, do Centro de Políticas Sociais da Fundação Getulio Vargas, que mostra como um programa assistencial pode ter, ao mesmo tempo, função educacional relevante, preparando uma futura geração para dias melhores de inclusão social.

O programa concilia a meritocracia social, dando prêmio para aqueles estudantes pobres que aumentaram as notas, com agilidade administrativa, com provas bimestrais aos alunos.

A nota de matemática daqueles programas se equiparou aos demais (era 5% menor), a de Ciências era 4% menor e agora é 5% maior, mas os diferenciais de Português continuaram 4,7% menores, confirmando experiências internacionais, que mostram que a melhoria no estudo da língua é sempre mais difícil, segundo Neri.

A maior inovação educacional do Família Carioca é premiar os alunos pelo desempenho escolar. Os alunos têm que atingir a nota mínima 8 nesses exames, ou aqueles com rendimento insuficiente, com notas até o mínimo de 4, terão que apresentar uma melhora mínima de 20% a cada bimestre, de forma a se habilitar a um prêmio extra bimestral de R$ 50 reais por estudante.

Nesse caso não há limite de prêmios por família, dada a natureza individualizada do prêmio por desempenho escolar. Esses requisitos são diferenciados nas Escolas do Amanhã situadas em áreas conflagradas da cidade. (Merval Pereira, O Globo)