Vera Cruz: Falta de estrutura da polícia chega a revoltar

Nesta segunda-feira (02), o delegado da Ilha de Itaparica concedeu uma entrevista ao repórter Reginaldo Silva, da Andaiá FM, na qual contou detalhes sobre a troca de tiros que houve na praia de Barra Grande, entre dois menores de idade, numa briga de gangues e também sobre o afogamento que vitimou duas pessoas também em Barra Grande. Duas coisas nos chamaram muito a atenção: o fato de um menor apelidado Boneco Assassino, por já ter assassinado duas pessoas na ilha e ainda cometido vários crimes contra a pessoa e contra o patrimônio, estar como se diz “tocando o terror” na ilha, inclusive chefiando uma gangue de tráfico de drogas. Outro fato interessante na fala do delegado foi a questão do resgate do rapaz afogado, que depende da boa vontade de pescadores em encontrar o corpo boiando e trazer de volta do mar. São 36 quilômetros de praia e a polícia local não conta com lanchas, mergulhadores, materiais e profissionais que possam fazer o resgate das pessoas sofrerem afogamentos na ilha de Itaparica. Neste período do ano, a população da ilha triplica, devido aos veranistas, o que acarreta vários transtornos, como a falta de policiais, que acabam não tirando folga neste momento para suprir a demanda de policiais na ilha. Agora, vem a pergunta: O que a Secretaria de Segurança Pública está fazendo pela ilha de Itaparica? Será que a ilha só irá melhorar depois da construção da ponte? São questionamentos que ficam no ar, esperando resposta da Secretaria de Segurança Pública do Estado da Bahia.