Cerveja pode ter preço mais alto no carnaval

A alta carga tributária paga no Brasil não dá uma trégua nem mesmo no Carnaval. Uma reportagem do Estadão mostra que os produtos mais consumidos no período da festa momesca podem chegar a embutir uma carga tributária de até 54,8%, como é o caso da cerveja. Os refrigerantes em lata embutem tributos de até 45,8%. Nem mesmo a água de coco escapa da alta tributação, ficando com até 34,13% de imposto incluso no preço. Os instrumentos também estão no rol de produtos que aumentam a carga tributária durante a folia. Do valor de uma viola, por exemplo, 39,65% é imposto. O item musical comparado que apresenta a menor carga tributária é a corneta, com 34%. Dos acessórios, um simples colar havaiano chega a ter 45,96 % de imposto. Até mesmo os confetes e as serpentinas trazem uma carga de 43,83% de imposto embutidos nos preços. Já os pacotes de viagens, hospedagens, ingressos e traslados para o circuito carnavalesco tem cerca de 36,28% da tributação. Os dados são da pesquisa do Instituto Brasileiro de Planejamento Tributário. Segundo o especialista do Instituto Millenium, Alfredo Marcolin, em entrevista para o Estadão, o porcentual dos impostos podem chegar a mais que o dobro se for descontado também os impostos de venda. Ele estima que a carga, no caso da cerveja, possa chegar até 121,2% se o valor for calculado sobre o preço de custo ao fabricante. Para o economista, dois fatores explicam a elevada carga tributária, uma é que na sua visão, o Estado gasta demais e para isso cria as taxas. Outro fator que penaliza os consumidores é que, no Brasil, os impostos são indiretos, que não faz distinção entre pobres e ricos, já que atribui a mesma alíquota por produto para todos consumidores.

Fonte: Bahia Notícias