Em entrevista concedida ao Blog do Valente, o Major Lancelotti, da 27° Cia Independente da Policia Militar, em Cruz das Almas, falou sobre o movimento grevista e declarou-se solidário à causa. Segundo ele, Cruz das Almas e região não sofreram os impactos, já que a PM continua trabalhando, mesmo com atividades limitadas e o número de efetivo menor. Em relação ao comércio e supostos assaltos e arrombamentos, o Major foi objetivo em dizer que existe uma parceria e um trabalho de prevenção. Comércios e bancos fecham mais cedo evitando assim alguma ocorrência. Questionado sobre o desenrolar e a proporção que o movimento tomou, o Major alertou sobre atos de vandalismo que colocam a população a mercê dos bandidos, as limitações que o estado da Bahia tem e a necessidade de uma solução rápida e eficaz, uma vez que a constituição Federal não assegura o movimento grevista para a PolÃcia. Segundo ele, existem algumas atitudes estratégicas que são tomadas pelo governo com o argumento de que não se pode fazer greve. “à muito fácil magoar alguém que não pode te agredir”, afirmou ele. A chegada da Força Nacional e Exercito também é um assunto discutido. Para o major, esse reforço é questionável e válido somente para sanear o momento de crise. Mas, para manter o efetivo, é considerado um desvio de função, já que o armamento, o treinamento e a forma de trabalho são diferentes da PM. O que o movimento reivindica nada mais é do que o cumprimento da Lei 7.145 aprovada em 2001 (11 anos de espera), o pagamento do auxÃlio acidente e periculosidade, o acato da Lei 12.141 (Lei de Anistia) sancionada em 2010 e a prática do Plano de Carreira dos Policiais Militares aprovado em 1997 (15 anos de espera). O major acredita ser necessária a sensibilização urgente do governo, para que a situação e ordem pública voltem ao normal. “O termo militar dá qualidade a razão de ser policial”, defende ele. Taina Passos
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