PT pode ir para a disputa com candidato de oposição sem muito discurso de oposição

Um dos principais pontos da entrevista do presidente da câmara de vereadores, Délcio Mascarenhas, foi quando ele disse que Álvaro Bessa pediu um cargo, de confiança, para o seu genro ao prefeito Euvaldo Rosa. E ele cobrou essa incoerência ao ex-prefeito Álvaro Bessa. “Se ele é pré-candidato do partido que “bate” na administração, porque ele tem um genro trabalhando nessa administração?” A resposta de Álvaro Bessa foi: “ ele não pediu e sim, ofereceram”. Isso não existe! Você só aceita algo se você quiser. Ofereceram o cargo ao genro dele pela competência que ele tem ou por estarem de olho na liderança que é Álvaro Veloso Bessa? Não há nada demais em um cargo, desde que a pessoa trabalhe. Existe incoerência. Um momento você diz que é contra a administração no outro você tem a confiança pra indicar alguém a fim de que essa pessoa trabalhe nela. Durante entrevista Àlvaro Bessa disse: “isso será resolvido hoje”, dando a atender que o genro iria entregar o cargo. Não sabemos se entregou, mas fica o questionamento de que Délcio tem razão. E porque só foi entregar agora, depois de questionado? Deve-se ter cuidado com determinados pedidos de empregos. Álvaro tem que perceber que ele possui uma liderança muito forte, é maior do que um pedido de emprego para um genro. Um emprego para um genro é algo insignificante para a pessoa se indispor numa situação como esta. O PT, no convite que fez a Álvaro e da maneira como ele aceito, já deveria ter orientado o ex-prefeito, para quem quer que seja de sua confiança ou família, se foi através de pedido dele, entregar qualquer cargo que seja da administração atual. Senão, na hora de criticar, na hora do debate vai ficar sem discurso. Essa é a primeira vez que o PT vai para um embate de oposição sem um discurso de oposição.Léo ValenteÂ