SAJ: Comunidade da Ilha, Zona Rural da cidade, sofre ha dois anos com a falta de água

Há dois anos, moradores da localidade da Ilha, Zona Rural de Santo Antonio de Jesus, sofrem com a falta de água encanada no local. Segundo moradores, em entrevista, vários encontros com autoridades já foram realizados a fim de solucionar o problema, porém nada ainda foi feito. “Já procuramos várias pessoas e agora informaram que só poderão colocar água depois que colocar a eletricidade”, disse a senhora Edna, moradora da localidade. Ela ainda acrescentou que a Secretária de Ação Social, Dalva Mercês, foi também procurada e esta fez uma reunião com todos os moradores e informou que a partir de cinco dias, contados após o dia da reunião,  a energia chegaria até a localidade e que caso não chegasse era para eles voltarem a procurá-la. “Do poste até o poço são cem metros de distância. Esperamos os cinco dias e nada. Fomos até a Coelba e informaram que esse serviço iria demorar muito ainda, que estava no projeto de 2014. Antes era só aguardar cinco dias e agora é até 2014, não sabemos o que está acontecendo”, afirma. A Coelba afirmou que esse serviço não poderia ser feito antes da data registrada no projeto. Foi enviado pela empresa a Prefeitura Municipal de Santo Antonio de Jesus um orçamento da compra de materiais para a realização do serviço. Porém, a moradora afirmou que ao procurar por esse orçamento não souberam dizer onde estava e até hoje não foi feito. Sueli Santos de Jesus, também moradora da localidade, completou as informações dizendo que não tem mais condições de criar qualquer tipo de animal na comunidade e que as pessoas carregam água na cabeça e para beber precisam vir até Santo Antonio de Jesus pegar água de carro. “Só vendo para acreditar porque a gente pega água de uma fonte perto de um rio cheio de esterco de vaca e nós estamos usando, não tem outro jeito. Isso é uma vergonha”, diz. São dezesseis famílias passando por essa situação. Parte da comunidade, aquela que possui mais condições, já mudou para a cidade. “Como essas pessoas estão vivendo nós não sabemos”, expõe Sueli. Os moradores deixaram de criar animais e também de fazer plantações devido a falta de água. “Isso é uma humilhação, estamos sendo humilhados. Isso é só porque somos pobres? Se tiver que pagar alguma taxa nós pagamos, estamos revoltados, estamos esquecidos. Nós também somos seres humanos queremos apenas a água”, conclui senhora Edna emocionada com a situação em que a comunidade está vivendo.