UEFS: impasse continua e estudantes mantém bloqueio

A queda de braço entre estudantes universitários e a administração central da Universidade Estadual de Feira de Santana (UEFS) chega a mais um dia de impasse, o resulta em paralisação das atividades da comunidade acadêmica. Desde a quinta-feira (12), estudantes ocupam as dependências do Restaurante Universitário e na última segunda-feira (16), o movimento deu início ao bloqueio dos acessos, concentrando-se no pórtico em frente a Universidade. A principal pauta de reivindicação do movimento é que o subsidio as refeições no RU seja destinado a todos os residentes, pois só tem acesso ao benefício estudantes com seis meses de curso, além da melhoria da qualidade dos alimentos servidos e ajustes na estrutura no restaurante como o fim do self-service. A estudante Marise Carvalho, afirmou que a manifestação é motivada pela negativa da Reitoria em negociar com os estudantes. ?A pauta não é discutida. Tentamos resolver, mas a administração se nega ao diálogo. Há quatro anos buscamos essas melhorias e não somos atendidos?, declarou. De acordo com a discente, a alimentação servida pelo ?bandeijão? deixa a desejar no quesito qualidade. ?O que foi encontrado dentro da cozinha do restaurante, no que diz respeito a conservação dos alimentos são frutas estragadas, freezer onde eram guardados restos de alimentos em condições precárias?, disse. O vice-reitor da UEFS, Genival Correia de Souza, entende que as reivindicações dos estudantes são legítimas, no sentido de promover melhorias nas políticas de permanência dos discentes, mas que nem tudo pode ser realizado ?de uma hora para outra?. ?Existem questões que não podem ser atendidas. Parte da pauta não tem viabilidade para o amanhã. É preciso até a presença do governo do estado nas discussões. Temos uma cota de 1.300 refeições onde os estudantes pagão R$ 1,00 e mais 300 totalmente custeadas para os residentes. Servimos cerca de 2.000 pratos ao dia?, explicou. De acordo com o vice-reitor, os cinco pontos da pauta são: melhor condição sanitária do restaurante, fim do self-service, refeição gratuita para todos, o funcionamento do bandeijão nos finais de semana e a gestão pública do restaurante. ?O sistema é terceirizado, a empresa venceu a licitação e presta um serviço. A gestão pública é complicada por que pelo estado, por exemplo, não se contrata cozinheira?, alegou. Para o vice-reitor, o self-service, onde é servido comida a quilo, faz parte do contrato com a empresa que administra o restaurante e não pode ser retirado de forma imediata. Genivaldo de Souza afirmou ainda que o coletivo responsável pelo movimento não representa o movimento estudantil como um todo e que não contam com o apoio do Diretório Central dos Estudantes (DCE) da UEFS. ?Eles não representam nenhum setor ou categoria organizada da Universidade. É um movimento que está sendo encaminhado de forma equivocada. Estamos chamando ao diálogo e temos as propostas efetivas. Vamos tentar pelo diálogo resolver a questão?, declarou. O vereador e professor universitário, Marialvo Barreto (PT), que está de licença prêmio, disse que acompanha o movimento e espera por uma solução negociada, que ponha fim ao bloqueio dos estudantes. ?Conhecemos os limites orçamentários da UEFS, que necessita de um estudo mais profundo. Quanto a qualidade do restaurante, o Reitor José Carlos Barreto tem condições de negociar a adequar as questões que o movimento reclama?, disse o petista. Fonte: Bom dia Feira