Sob intensa pressão de estudantes o governo recuou e aceitou incluir, no projeto do Plano Nacional de Educação (PNE) a aplicação de 10% do Produto Interno Bruto (PIB) em política de educação em até dez anos. De acordo com o texto, aprovado simbolicamente nesta terça-feira depois de acordo costurado com os deputados da comissão, até 2015, a meta será a de aplicação de 7% do PIB em investimento direto em Educação e até 2020, de elevar o percentual até 10%. A aplicação de 10% do PIB para educação era o ponto mais polêmico do projeto. O relator Angelo Vanhoni (PT-PR) tinha estabelecido como meta atingir, pelo menos 8% do PIB até 2020. Hoje a média de investimento em educação é de 5% do PIB. O governo enviou o projeto ao Congresso prevendo apenas 7%. O projeto passou na comissão especial da Câmara e, se não houver recurso ao plenário, segue ao Senado. Desde o início da tarde, mais de 300 manifestantes, a maioria estudantes, lotaram três salas de comissão da Câmara para acompanhar a votação dos destaques ao projeto do PNE. O governo tentou evitar até mesmo o quórum no início da sessão, mas não conseguiu e acabou tendo que negociar um acordo para evitar a derrota na comissão. (O Globo)



