A denúncia de estupro de duas adolescentes de 16 anos por nove integrantes da banda New Hit e mais um policial militar, na madrugada de domingo, em Ruy Barbosa (a 379 km de Salvador), ganhou repercussão nas redes sociais. As discussões são acaloradas, com direito a grupos, hastag, vídeos e até mobilização. No Facebook, o grupo Repúdio ao New Hit: acusados de estupro foi criado para postar mensagens de apoio às vítimas e indignação diante do caso. Em contrapartida, o perfil Fcnewhit Eternamente os defende e posta mensagens de apoio aos músicos. Entre os dois grupos, o debate acontece de maneira acirrada, com direito até a troca de ofensas. Mas não para por aí!Nesta sexta, 31, os fãs pretendem fazer uma caminhada em frente ao Shopping Iguatemi em defesa da banda. No mesmo local, o grupo que apoia as vítimas pretende fazer uma mobilização a favor das meninas. O resultado da presença dos dois grupos no mesmo local é imprevisível.Além das mobilizações, na web há críticas de todo o tipo. Um post exibe os integrantes da banda sentados no camburão da Polícia Militar, fazendo uma analogia a uma das músicas de mais sucesso do grupo, a “senta na minha pick-Up”. Outro post, que contabilizou 572 compartilhamentos até às 21h30 desta sexta, é uma montagem que anuncia um show da banda no dia 27 de agosto, no Presídio Lafaiete Coutinho, em Salvador.No comentário, uma pessoa faz uma paródia de uma música de forró e comenta: “Ônibus parado com vidro embaçado, cuidado, cuidado, pode ter um tarado. Brincadeiras à parte, a hastag #Newhitnacadeia foi criada no twitter para defender as vítimas e para postar comentários de insatisfação. Nesta rede social, as postagens e apelos dos fãs são menos frequentes, mas existem. Um deles postou um vídeo com uma homenagem à New Hit, no qual músicos falam bem dos demais integrantes da banda e até se emocionam.
Ruy Barbosa – Até esta quinta à noite, a Justiça ainda não havia decidido se os músicos da New Hit presos na delegacia de Ruy Barbosa serão transferidos para o Presídio Regional de Feira de Santana (a 108 km de Salvador) ou soltos mediante pedido de liberdade provisória, impetrado pelo advogado do grupo, Cleber Andrade. “Não aguentamos mais tanta expectativa. Queremos eles soltos e cantando para nós”, ressaltou uma fã de 15 anos que estava no local desde o início da manhã.Outra expectativa era com relação à liberação do resultado dos exames realizados nas adolescentes que denunciaram o abuso sexual por parte dos músicos. Mas o DPT ainda não enviou o laudo para as autoridades policiais. “Estamos aguardando esta liberação de hoje (quinta) até segunda-feira, mas toda documentação do flagrante já está com a juíza”, frisou o delegado Marcelo Cavalcante.Por outro lado, a delegada Maria Clécia Vasconcelos, da 12ª Coorpin, em Itaberaba, informou que o laudo assinado pela ginecologista Verônica Simões – e divulgado pela família de uma das adolescentes – tem validade e será anexado ao inquérito. “Não é o oficial, já que é um relatório médico, mas servirá como prova nos autos”, destacou. (A Tarde)



