Uma “bofetada” na administração de Euvaldo Rosa

O espetáculo A Bofetada, sucesso de público há mais de 25 anos no país, chega hoje a sua 3ª exibição do teatro do SESC em Santo Antônio de Jesus, com casa cheia. A ideia de trabalhar com temporada é boa porque atinge a todos que de repente não ir num determinado dia e evita aquele aperto de pessoas quando se trata de única apresentação. Chamou a atenção algumas piadas de cunho político, que nem todos riram da mesma forma. é praxe dos atores brincarem com situações locais, com falhas de prefeitos e administrações. É uma das ferramentas do humor as falhas de nossos administradores. Mas quando se faz isso no período eleitoral, essa piadas tendem a ter mais graça para um lado do que para o outro. Foi que percebemos quando se criticava a administração municipal. Os risos eram mais estampados e teve até aplausos por parte da ?turma do 12?. Já a ?turma do 40?, riam meio amarelado, como quem disse já ouvi esta piada por parte dos adversários. O ator disse num trecho da peça: ?Há como eu queria morar na cidade que Euvaldo prometeu há quatro anos atrás?. Em outro momento disse que veio pela estrada da Ilha parecendo um tapete mas quando chegou a cidade parecia estar andando na Lua em meio a tantos buracos. O ator disse também que estava com um calhamaço de multas. Ao final, em meio a seus agradecimentos o diretor e também  ator Lelo Filho disse que a peça já esteve aqui há vinte anos no Centro Cultural e disse que imaginava voltar a ele. É normal no humor brincar com nossas tragédias, nos dramas do dia a dia. E os problemas de nossas administrações, nossos políticos costumam ser escada fácil para humoristas. Mas vale lembrar que no meio de um processo político estas piadas podem não ter tanta graça para um lado. Não houve crime eleitoral, porque o alvo das críticas foi a administração municipal, o gestor atual, que não é candidato.

Simpatizantes da administração acusam um dos organizadores do evento, Neto Publicidade, envolvido na campanha de Humberto Leite, de passar os erros da administração para os atores montarem as piadas. Normal, onde chegam os atores perguntam quais os problemas da cidade para montarem suas falas. Em fim, as piadas foram engraças. Brincaram com fatos, com coisas que realmente nos acompanham no dia a dia. Mas a turma do 12 achou bem mais engraçado e a turma do 40 que pagou para ssistir não esprava por isso.