Relembrando já ter sido tentado o recurso do diálogo para que não fosse necessário se impedir as movimentações de carreatas políticas na capital do recôncavo, o promotor Valdemar Ferraz destacou que acordos entre as três coligações que atualmente disputam o comando do Executivo na cidade foram tentados sem sucesso.Ele comentou que foi requisitado aumento de reforço policial e correções na organização dos eventos, ingredientes que não serviram para pôr fim aos excessos que foram registrados no último final de semana em Santo Antônio de Jesus.Temendo um agravamento do quadro no próximo final de semana, o promotor afirmou não ter tido outra alternativa senão a proibição para todos os grupos políticos, sem que haja desvantagem para nenhum dos lados, uma vez que todas as coligações proporcionais já realizaram suas carreatas.Ainda conforme ele, os principais agravantes que levaram o Ministério Público a tomar essa decisão extrema teriam sido: ” As infrações às leis do trânsito, poluição sonora exagerada e permanente, obstruções de vias com tumulto generalizado e a desproporcionalidade entre a força púlbica de segurança e a quantidade de gente que se prostava nas ruas em aparente situação de conflito, inclusive já tendo sido registrada violência com lesões corporais, apedrejamento da casa de um morador e um disparo de arma de fogo”.Ele ainda acrescentou: “Não há como garantir, diante dos fatos expostos, que a próxima passeata venha a ocorrer de forma pacífica”.



