Em comício na manhã deste sábado (15) em Feira de Santana (BA), o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva usou boné do MST, atacou os coronéis, pediu renovação na política, mas ignorou o tema do mensalão, focando toda a sua fala na disputa pela prefeitura da cidade do interior baiano.Parte dos 19 minutos de discurso de Lula foram dedicados a críticas aos adversários do candidato petista na cidade, o deputado estadual Zé Neto.”A direção nacional [do PT] não queria que eu viesse a Feira pela desvantagem do Zé Neto [o candidato do partido tinha 8% das intenções de voto, ante 76% de José Ronaldo, do DEM, na única pesquisa Ibope em Feira, divulgada há um mês]. Praticamente vetou”, disse Lula.”Mas esse galego aqui [Jaques Wagner, governador da Bahia] disse que era é importante. Então, era uma dívida de gratidão”, completou.
Disse também que “já teve muito coronel governando essa cidade. Muito manda-chuva governando essa cidade. É hora de um companheiro novo como o Zé Neto”. E finalizou: “O Brasil esperou 500 anos para ter um presidente da República que saísse da classe operária, que conhecesse o sentimento do povo mais pobre deste país. É por isso que o mundo inteiro reconhece que em nenhum país aconteceu, em tão pouco tempo, a ascensão social que aconteceu aqui”. Apesar da presença de Lula na segunda maior cidade da Bahia, que tem cerca de 600 mil habitantes, a Estação da Música, onde ocorreu o comício, ficou longe de lotar. Marcado para as 10h, o evento começou com 1 hora e 40 minutos de atraso. O ex-presidente disse que iria ainda a outros dois comícios hoje, em São Paulo. “Embora o câncer já tenha desaparecido, eu tenho um edema na garganta e não posso falar muito, porque está muito inchada ainda, toda hora tenho que beber água”, justificou-se. (Folha)



