Medidas devem ser tomadas urgentemente para por em prática as políticas públicas de igualdade e afirmação – por José Soares da Silva Neto

Meu caro Léo Valente… Uma coisa puxa a outra, não que eu queira aparecer ou até mesmo ser notado, mas minha intuição e preocupação é que eu entendo e quero tornar público minha ideia, e aqui registro minha sugestão, é para que os poderes públicos das três esferas administrativas e governamentais do nosso país, um Estado democrático de direito, necessitem rever ou até mesmo, reverter suas politicas públicas de afirmação e inclusão das normas, leis e estatutos que regulamentam a aplicação de tais politicas, para que estas saiam urgentemente do papel, e se transformem em realidades, presentes na vida e no cotidiano de todos que delas necessitem, a fim de que possam para viver dignamente e conviver numa sociedade mais justa e mais humanamente possível. Ontem eu comentei neste blog minha posição a respeito das medidas do governo federal relacionada as cotas nas universidades, e da participação das classes D, E e C inclusão nos serviços públicos e na iniciativa privada dos afrodescendentes, dos índios e mulatos ou pardos. Muito bem, hoje, acessando este conceituado veículo de comunicação, deparo-me com um anuncio da realização de um Fórum Internacional dos Direitos Humanos um assunto que me toca e que a muitos interessam e que deveriam participar, para conhecer, não tecer comentários injustos e para que a sua colaboração com a nossa sociedade, através da participação efetiva dos cumprimentos dos deveres cívicos e constitucionais, como reza a nossa CF nos seus artigos relacionados aos direitos e deveres fundamentais do cidadão, a fim de que os menos favorecidos, definidos pelos IBGE como os das classes C, D, e E, tivessem mitigados e minorados o sofrimento da discriminação e do racismo que pesa sobre eles, com certeza serão minimizados com a realização deste prodigioso Fórum Internacional a realizar-se no mês de novembro na cidade de Cruz das Almas Bahia, a realização de um Fórum Internacional para analisar, estudar e solucionar esta equação, que diga-se de passagem, está faltando vontade política e governamental, com a palavra a presidente Dilma e aqui na Bahia o governador Jaques Wagner, detentores do poder e da caneta, para que num esforço conjunto e num pouco espaço de tempo com a união e os esforços somados e a boa vontade dos poderes legislativo e judiciário, aliados a sociedade civil organizada, que representa legitimamente estes grupos étnicos possam mitigar e/ou equacionar de vez este flagelo que enoda e envergonha qualquer nação ou sociedade que se preza e se respeita. Medidas devem ser tomadas urgentemente para por em pratica as políticas públicas de igualdade e afirmação para as chamadas classes minoritárias, aquelas que todos nós conhecemos e sabemos, e só não reconhece quem é hipócrita, mentiroso e indecentemente egoísta, porque outros países e nações conseguiram livrar-se desta nodoa em muito menos tempo e em condições adversas à nossa, porque os nossos governos e nossa sociedade que é com muito orgulho também laica, e que serve de exemplo pra outros países que eram racistas e que se libertaram deste jugo, mas que até hoje continuam estados teocráticos, e porque nosso país não consegue a mais de um século da abolição da escravatura livrar-se da discriminação racial e do complexo de superioridade, econômico/ financeira e pasmem até cultural. Participemos deste Fórum, contribuamos com a nossa democracia, sejamos humildes e humanitários, nós precisamos disso, o Brasil precisa disso e a nossa querida Bahia necessita muito mais, porque somos afrodescendentes, porque somos ameríndios, porque somos cidadãos, porque somos humanos e porque tememos a Deus.