Os pais de uma garota de 14 anos que é portadora de paralisia cerebral, internada há dois meses em um hospital particular, tentam retirar a filha, que já recebeu alta, há cerca de 80 dias e não conseguem. Isto porque ela precisa de uma estrutura de atendimento domiciliar que ainda não foi executada pelo plano de saúde. Por conta da demora, a família precisou acionar a Justiça, que já determinou a transferência da adolescente, com pena de multa de R$ 100 por dia. Novamente sem efeito sob a operadora de saúde, a Justiça aumentou a pena diária para R$ 200 no dia 9 de janeiro.
“A gente está falando de uma vida. É a vida de Maria Stéfani, minha filha, que eu estou lutando muito. Nós estamos lutando muito, entendeu? Nós estamos lutando muito. Eu luto até o fim. Enquanto ela viver, eu vou lutar”, desabafa Ivo Alves, em companhia de sua esposa Claudia. “Ela chora quando a gente fala do irmão, ela entende, e ela não fala. Falo que ela vai para casa, ela faz biquinho para chorar. Quando um parente vai visitar, ela reage com choro. A gente não está aguentando mais”, lamenta a mãe. Por conta da doença, ela não anda, não fala e precisa de cuidados especiais. (G1)



