Ah, o Carnaval… É quando elas se libertam, se embriagam, falam o que sempre quiseram. As bocas ficam loucas, parecem ganhar vida própria.
Tudo parece conspirar para o movimento libertário dos lábios: corpos soltos na avenida, música dançante tocada ininterruptamente e bebida, muita, para o relaxamento completo. É a junção perfeita para que até os mais tímidos voltem para casa com, pelo menos, um beijinho.
Para a advogada Virginia Maracajá, o movimento precisa ser rápido, já que não há tempo para conversa. ?Não dá pra saber muito sobre a pessoa, porque tudo passa rápido, inclusive os trios?, brinca.
Nos blocos, o assédio para beijos furtivos é bem maior. ?Acho que, pelo aperto dentro das cordas, as coisas têm que ser mais rápidas. Às vezes, nem dá pra saber o nome de quem você vai beijar?, conta a estudante Lorena Coelho.
Na hora da investida, vale desde apelidos carinhosos, a tradicional troca do colar do Gandhy por beijo ou até trazer um anel de noivado para a avenida, como fez o carioca Roberto Sales. ?Tô tentando achar a mulher da minha vida no Carnaval?. (Correio)



