Os deputados da CDH (Comissão de Direitos Humanos e Minorias) da Câmara dos Deputados elegeram nesta quinta-feira (7) o pastor Marco Feliciano (PSC-SP) como presidente. Ele, que teve 11 votos dos colegas (de um total de 12, um foi em branco), é criticado por entidades ligadas aos direitos humanos por acusações supostamente racistas e homofóbicas.
Pastor da Igreja Assembleia de Deus há 14 anos, formado em Teologia e em seu primeiro mandato na Câmara, o deputado diz ter sido mal interpretado. Após ser eleito hoje, chegou a dizer que sua mãe é de “matriz negra”, apesar de não ter o “matiz de pele” negro. “Caso eu fosse racista, deveria pedir perdão primeiro a minha mãe, uma senhora de matriz negra.” Ele disse ainda que irá trabalhar “como um magistrado” no novo cargo.
A eleição aconteceu em reunião com a presença da imprensa, mas sem os movimentos sociais, cujos protestos ontem levaram à suspensão da eleição. As entidades permaneceram do lado de fora do plenário e fizeram “barulho” o tempo todo. A sessão foi tumultuada. (UOL)




