Além da falta de medicamentos, os Postos de Saúde de Santo Antônio de Jesus estão sem fraldas descartáveis. Uma ouvinte ligou para a Rede Baiana de Rádio e denunciou o problema. Já a falta de remédios é antiga e também tem irritado os moradores. Remédios para hipertensão (pressão alta) e diabetes, por exemplo, não estão sendo encontrados nos postos. ?Sou paciente e lembro que na gestão passada eram 20 pacotes de fraldas por mês. Durante cinco meses e até hoje, os deficientes só receberam cinco pacotes?, lamentou.
Outra ouvinte denunciou à RBR que remédios para pressão alta e diabetes não são encontrados nos postos. ?Como uma pessoa acamada, que gasta 172 fraldas no mês e só recebe 30 para seis meses? Nem remédios a gente acha, como para pressão e diabete?, disse. Um ouvinte criticou a contratação imediata das atrações para o São João em relação aos medicamentos e fraldas para a população de baixa renda. ?Isso deve ser falta de conhecimento da pessoa que trabalha no órgão ou desconhece as necessidades de quem precisa. Por outro lado, as atrações para o São João foram contratadas com muito mais rapidez?, lamentou.
Prefeitura atribui falta de medicamentos às licitações de início da gestão
Léo Valente criticou duramente a falta de medicamentos e de fraldas descartáveis nos postos de saúde. ?Com quase seis meses de administração. Soubemos que teve problema, mais uma vez, na licitação. Prefeito, a licitação está demorando de sair porque tem gente que não sabe fazê-la. Pede a essa pessoa que o senhor colocou para trabalhar com licitação para fazer um curso. A licitação dos remédios é a terceira vez que fazem com erro, além disso, colocaram uma exigência de um certificado para os laboratórios, que nenhum município pediu e que nunca foi necessário, e invalidou a licitação?, disparou o apresentador do Programa Levante a Voz.
Léo Valente sugeriu que a prefeitura investigue o que está acontecendo com as licitações. ?A procuradoria do município precisa saber o que está acontecendo. Prefeito, o senhor tem que saber onde está o problema. São quase seis meses e até hoje nenhuma licitação de remédio deu certo. Se o senhor colocou pessoas que não sabem trabalhar diz para o pessoal pedir orientação a quem sabe?, ressaltou Léo Valente. Ele explicou que existem empresas especialistas em licitação que são contratadas pelas prefeituras. ?Com larga experiência no mercado?, acrescentou o radialista.
Valente também criticou a demora no início das licitações para a compra de medicamentos. ?Até hoje a prefeitura e a secretaria de Saúde não fez uma licitação de medicamentos. Tem licitação que anda normalmente, mas a de medicamentos tem falhas. O serviço público não pode parar. Muitas vezes é questão de organização. Tem posto que até papel higiênico está faltando. Será que é culpa da gestão passada? Por que não fez ainda? São seis meses de administração?, questionou Léo Valente.



