Alavontê reúne representantes da axé e estreia nesta terça

Conhecidos por hits que marcaram o Carnaval de Salvador, alguns dos representantes do axé baiano tiveram a ideia de compartilhar seus sucessos através do projeto que batizaram como movimento Alavontê.

Assim, bem à vontade para misturar as influências de cada um, Durval Lelys, Jonga Cunha, Magary Lord, Manno Góes, Ramon Cruz e Ricardo Chaves apresentarão o que prepararam nos ensaios – que mais parecem reuniões entre amigos – no palco do Red River Café, todas as terças, 21h, com estreia exatamente nesta terça-feira, 15.A ideia nasceu espontaneamente em encontros, nos quais Manno, Jonga e Ricardo se animaram com a possibilidade de tocarem juntos, o que já fazem informalmente.

A proposta inicial, mantida até então, é criar e compartilhar canções sem o que Manno chama de “amarras mercadológicas”, ou seja, as responsabilidades de contrato, cachês e agenda típicos de uma banda.Por ter essa liberdade como base, eles não se consideram uma banda, mas “um movimento musical que tem prioritariamente o objetivo de fazer música”, define Durval.

O movimento

“Alavontê é uma expressão que a gente criou para se sentir à vontade, para tocar nossas músicas, para experimentar coisas novas e compor junto”, explica Magary sobre o nome escolhido.Nessa mistura, todo mundo é intérprete e também assume um instrumento: Manno no baixo, Durval na guitarra, Ricardo no violão, Ramon na bateria e Magary e Jonga na percussão. Para o público, a surpresa vai ser ouvir uma música que fez sucesso na voz de Durval, por exemplo, sendo cantada também pelos demais integrantes.O grupo pretende fazer uso das redes sociais para divulgar o material, mas não tem definido o rumo que o trabalho irá tomar. “A gente pode tanto um dia sair em turnê como pode ser que a gente termine daqui a um mês, dois meses”, diz Ricardo.Apesar de já terem recebido convites para alguns eventos, o único plano revelado para o momento são as apresentações no Rio Vermelho, bairro escolhido por representar o astral da cidade e onde pretendem encontrar outros velhos amigos e músicos da Bahia. (A Tarde)