Após ameaça de paralisação de médicos, administração do Hospital Luiz Argolo terá reunião com o SINDMED

Os médicos do Hospital e Maternidade Luís Argolo em Santo Antônio de Jesus ameaçaram paralisar as atividades dia 10 de fevereiro caso o problema no atraso dos salários não seja resolvido.

Após contato com o presidente do SINDMED, o provedor da Santa Casa de Misericórdia, Aurelino Reis Filho, em entrevista a Rádio Andaiá falou sobre a possível paralisação.

Segundo informou, o atraso no pagamento de salários de médicos chegam a somar cerca de 8 meses. ?Estamos tentando essa negociação para que não precise acontecer essa paralisação que já está anunciada para segunda-feira (10)?, disse.

Entre os médicos que desejam paralisar estão profissionais obstetras, anestesiologistas e pediatras.

Questionado sobre um suposto acordo firmado entre os médicos e a direção da Santa Casa para que mesmo sem o recebimento do pagamento, continuassem trabalhando até que se resolvesse o problema financeiro do hospital, Aurelino informa que realmente existiram conversas com médicos, onde os mesmos foram informados de todos os problemas que o hospital vem enfrentando. ?Esse é um problema que já está se arrastando há muito tempo e conseguiu se agravar mais com essa falta de recurso recente. Em um ano que estamos na administração da Santa Casa só obtivemos ajuda financeira repassada pela prefeitura por dois meses. Mas estamos esperando que cheguem outras ajudas dos governos municipal, estadual e federal?, explicou.

Aurelino disse ainda que a conversa com o SINDMED foi bastante curta, apenas para deixa-los cientes do problema, mas uma reunião está sendo agendada possivelmente para a segunda-feira (10).

Ao final do ano de 2013, uma prestação de contas informal da Santa Casa foi enviada para a Câmara de vereadores, durante uma Sessão da Câmara foi afirmado que a Santa Casa já estava recuperando-se de suas finanças. Sobre o assunto, o provedor informou que existe ainda uma dificuldade para recebimento de algumas verbas, além da grande quantidade de débitos deixados para a Santa Casa. ?Estamos avaliando tudo, pois quando chegamos até o estoque de medicamentos era totalmente insuficiente. O custo para se manter um hospital em funcionamento é muito grande, então o que temos não é suficiente para resolver todos os problemas?, finalizou.