As doenças cardiovasculares são a principal causa de morbidade, incapacidade e morte no Brasil e no mundo. O infarto e o AVC são os principais responsáveis por estas cifras preocupantes, levando a óbito cerca de 30% da população, uma grande parcela antes mesmo de chegarem ao hospital. No Brasil, segundo dados atuais, cerca de 400mil óbitos ocorrem ao ano representando um problema de saúde publica dos mais relevantes na atualidade.
O entendimento de que os fatores de risco (obesidade, hipertensão, tabagismo, dislipidemia, diabetes) devem ser combatidos e controlados agressivamente é crucial para controlar esses números alarmantes. O que se vê na prática é uma enorme quantidade de pacientes que desconhecem ser portadores dessas doenças ou, se conhecem, não estão atingindo as metas recomendadas.
De acordo com o cardiologista do Hospital Regional de Santo Antônio de Jesus, Marcos Cerqueira, sempre que um paciente se apresentar com queixa de dor torácica, principalmente, se for portador de fatores de risco cardiovascular, a hipótese de um infarto do miocárdio deverá ser considerada. ?O infarto é o resultado da oclusão das artérias que nutrem o coração (artérias coronárias). Após ruptura de uma placa de gordura dentro destas artérias, há interrupção do fluxo de sangue rico em oxigênio e nutrientes ao coração, levando à morte de parte do músculo cardíaco (miocárdio); quanto maior o tamanho da área afetada e maior o tempo em que o coração está em sofrimento, maiores as chances de morte e dano cardíaco permanente- insuficiência cardíaca. A dor caracteristica é aquela dor na região anterior do tórax, em aperto, de intensidade progressiva, que pode se irradiar para o dorso, região cervical ou membros superiores, duração maior que vinte minutos e que pode estar associada a suor frio, náuseas, falta de ar, mal-estar, tonturas e até desmaio?, informou o cardiologista. Cerqueira alerta que o tempo é muito precioso no cenário do infarto e os s pacientes que apresentarem dor torácica devem procurar imediatamente o setor de emergência mais próximo, pois há tratamentos disponíveis que são capazes de modificar a história natural da doença e reduzir danos. Após avaliação médica direcionada e realização de dosagem de enzimas cardíacas e eletrocardiograma (ECG), medicações Antiplaquetárias, anticoagulantes, analgésicas, vasodilatadoras e fibrinolíticas são oferecidas no intuito de “dissolver” o coágulo formado e promover o conforto do paciente.
Vale pontuar que as medicações trombolíticas são muito importantes para os pacientes que chegam ao hospital antes das 12h do início dos sintomas e que apresentam alterações específicas no ECG e são recomendadas pelas diretrizes mundiais das sociedades de cardiologia que acompanhado da angioplastia, são tratamentos muito eficazes em tratar a lesão culpada pelo infarto, porém a maioria dos centros de saúde não dispõem de laboratórios de hemodinâmica capazes de realizar a angioplastia coronariana, o que torna a trombólise a única opção viável. O benefício da terapia é tanto maior quanto mais precocemente for instituído.
?No HRSAJ, temos disponíveis todas as medicações, inclusive a trombolítica chamada estreptoquinase, que já foi utilizada em alguns de nossos pacientes, e os treinamentos constantes dos profissionais de saúde e a conscientização da população são fundamentais para que consigamos o sucesso esperado na terapia do infarto. Precisamos oferecer um tratamento completo e de qualidade aos nossos pacientes, pois esta atitude pode significar a diferença entre a vida e a morte, por isso aproveitamos a oportunidade para agradecer ao governo da Bahia e ao Instituto Fernando Filgueiras por terem esta visão de ampliar os serviços de Saúde?, concluiu o cardiologista Marcos Cerqueira.
Andréa Sued DRT 2055 Assessora de Comunicação HRSAJ



